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Dennis Marschall encara Dubai como novo teste na liderança da Asian Le Mans Series
Piloto da Kessel Racing analisa início forte da temporada, destaca equilíbrio da classe GT e projeta desafio técnico das 4 Horas de Dubai
A classe GT da Asian Le Mans Series 2025/26 começou a temporada em Sepang com alto nível de competitividade, disputas intensas e reviravoltas estratégicas. Após duas corridas marcadas por emoção e decisões no limite, a liderança do campeonato está nas mãos da Kessel Racing, que levou a Ferrari 296 GT3 número 74 ao topo da tabela graças a uma combinação de consistência e desempenho. Um quinto lugar na corrida de abertura, seguido de uma vitória contundente na segunda prova, colocou o trio Dustin Scott Blattner, Chris Lulham e Dennis Marschall na frente do campeonato rumo às 4 Horas de Dubai.
Para Dennis Marschall, piloto alemão de 29 anos e um dos nomes mais experientes do grid, o início positivo da temporada reforça a confiança, mas não reduz o nível de alerta. Campeão da classe SP9 Pro nas 24 Horas de Nürburgring em 2024 e vencedor das 12 Horas do Golfo em Yas Marina no mesmo ano, Marschall sabe que, em provas de endurance, a regularidade e a execução coletiva costumam ser tão importantes quanto a velocidade pura.
Na temporada passada da Asian Le Mans Series, o alemão já havia defendido a Kessel Racing, conquistando dois pódios e encerrando o campeonato na quarta colocação geral ao lado de Dustin Scott Blattner e Ben Tuck. Em 2025/26, a chegada de Chris Lulham como novo piloto Silver e a integração de outros membros à estrutura da equipe foram pontos chave destacados por Marschall como diferenciais logo nas primeiras corridas. Segundo ele, além dos pontos conquistados, Sepang foi fundamental para consolidar a química do time e demonstrar competitividade em ritmo de corrida.
Mesmo com a liderança, o piloto faz questão de ressaltar o equilíbrio extremo da classe GT nesta temporada. Para Marschall, ainda é cedo para descartar qualquer adversário, já que uma única corrida forte pode recolocar equipes na briga direta pelo título. Ele aponta que, em campeonatos como a ALMS, a atuação dos pilotos Bronze e as decisões estratégicas nos boxes frequentemente definem os vencedores, tornando o cenário imprevisível a cada etapa.
O próximo desafio será o circuito de Dubai, um traçado que o alemão conhece bem e pelo qual demonstra apreço. Considerado técnico e exigente, o autódromo recompensa precisão e constância, fatores que Marschall acredita fazerem diferença ao longo de longos stints. Mesmo após acumular cerca de 150 voltas no local recentemente, ele admite estar motivado para retornar à pista.
Sobre a adaptação da Ferrari 296 GT3, o piloto vê Dubai como um circuito potencialmente favorável ao pacote da Kessel Racing, com base em experiências anteriores, mas evita criar expectativas exageradas. Para ele, apenas o primeiro contato com a pista indicará o real nível de competitividade. Quanto aos objetivos, Marschall é pragmático: dois resultados entre os cinco primeiros seriam satisfatórios, embora qualquer desempenho acima disso seja mais do que bem-vindo na luta pelo campeonato.
