Fórmula 1
Carômetro da F1: Esteban Ocon
O ano de um novo (re)começo
Aos 28 anos, Esteban Ocon tem uma carreira de vitórias e um caminho de sucesso até a entrada na Fórmula 1. Como outros pilotos, o francês começou ainda criança no kart, aos nove anos.
Na segunda temporada, ele venceu o campeonato francês. Entre os anos de 2006 e 2011, ele acumulou três títulos nacionais e foi segundo colocado no WSK Euro Series, e derrotando outros nomes conhecidos, como Anthoine Hubert e Pierre Gasly.
Do kart para os monopostos para a Fórmula 1
Os monopostos entraram na vida de Ocon em 2012, quando ele disputou a Eurocopa Fórmula Renault e a Fórmula Renault Alps Series.
Dois anos depois Esteban competiu na Fórmula 3 Europeia e venceu, derrotando o bicampeão de F1, Max Verstappen. Ainda em 2014, o francês teve seu primeiro gostinho da Fórmula 1, quando completou uma sessão de treinos livres em Abu Dhabi pela extinta Lotus.
Já em 2015, ele seguiu para a GP3 Series e foi campeão, marcando pontos em 17 das 18 corridas da temporada.
E em 2016 ele foi anunciado como piloto reserva da Renault (hoje Alpine) e pode pilotar em quatro sessões de treinos livres. Mas foi em agosto daquele ano que a carreira como piloto titular na F1 começou. A Manor Racing encerrou o contrato do indonésio Rio Haryanto e no dia 10 daquele mês anunciou que Ocon agora seria a dupla de Pascal Wehrlein.
Promovido a titular
Em novembro do mesmo ano, Ocon foi confirmado para a temporada seguinte com a Force India e com Sergio Pérez como companheiro.
No Grande Prêmio da Austrália de 2017, Esteban conquistou os primeiros pontos na F1 ao terminar em décimo. Em sua primeira temporada completa na categoria ele foi o oitavo colocado no mundial de pilotos.
No ano seguinte, o francês conquistou sua melhor posição classificações, um terceiro lugar no grid de largada do GP na Bélgica. Porém, ele também protagonizou uma batida polêmica com Max Verstappen no GP do Brasil, que acabou tirando a liderança de Verstappen na corrida. Max confrontou Ocon pessoalmente na sala de pesagem e o empurrou. Os dois acabaram sendo chamados pela FIA e o holandês foi punido com dois dias de serviço voluntário.
Depois de um ano difícil, Ocon ficou sem vaga para a temporada de 2019 e acabou sendo piloto reserva da Mercedes, porém em agosto foi anunciado como titular na Renault para 2020.
O recomeço na F1
No retorno à F1, Esteban substituiu Nico Hulkenberg na dupla com Daniel Ricciardo e conquistou o primeiro pódio da carreira, com uma segunda colocação no GP do Sahkir.
Então, em 2021, a Renault virou Alpine e Daniel Ricciardo foi para a McLaren. Contudo, Fernando Alonso voltou à F1 para ser o novo companheiro de Ocon. Surpreendentemente, nesse mesmo ano, o francês chegou ao lugar mais alto do pódio pela primeira vez na categoria, no GP da Hungria. E ainda pontuou em 14 das 22 corridas da temporada, terminando em 11º no mundial.
Na contramão, em 2022, Ocon não venceu nenhuma corrida, e não conquistou pódios, mas foi o 8º colocado no campeonato de pilotos, pontuando em 17 das 23 etapas disputadas, marcando mais pontos que Alonso. Contudo, juntos os dois colocaram a Alpine na quarta colocação no campeonato mundial de construtores.
Um velho conhecido
Porém, nem tudo foram flores, e Alonso trocou a Alpine pela Aston Martin. Assim, para a temporada de 2023, Esteban ganhou uma nova dupla, o velho conhecido Pierre Gasly.
Naquele ano, Ocon chegou ao pódio novamente, dessa vez em terceiro no GP de Mônaco. Além dessa etapa, o francês ainda pontou em mais 11 oportunidade.
Pelo contrário, 2024 foi um ano desastroso, apesar do pódio duplo da equipe em São Paulo. Como resultado, Ocon nem chegou a completar a temporada na Alpine. Ele ficou de fora da última corrida do ano, mas já tinha contrato garantido com a Haas para 2025. Ele vai dividir a equipe com o rookie Oliver Bearman, que vem da Academia de Pilotos da Ferrari.
Será que com uma nova equipe e um novo companheiro, Ocon conseguirá terminar mais consistentemente na zona de pontuação? E ainda, será que a Haas continuará a jornada de melhoria do carro, permitindo que o francês possa sonhar com um pódio?
