WEC
WEC entra em fase decisiva com a etapa de São Paulo e desafios únicos para a Proton Competition
Equipe se prepara para as 6 Horas de São Paulo com foco em duas categorias e destaque para o piloto luso-brasileiro Bernardo Sousa
A temporada 2025 do Campeonato Mundial de Endurance da FIA (FIA WEC) entra em sua fase mais decisiva com a realização da quinta etapa no Brasil. No próximo dia 13 de julho, o tradicional Autódromo José Carlos Pace, em Interlagos, receberá as 6 Horas de São Paulo, marcando a única parada da categoria na América Latina este ano. A etapa representa um ponto de virada no campeonato e apresenta um desafio à parte para equipes e pilotos, especialmente por conta da altitude do circuito – localizado a mais de 800 metros acima do nível do mar – e das condições climáticas frequentemente instáveis da região paulistana.
A Proton Competition está confirmada mais uma vez com presença nas duas classes do grid: a principal, Hypercar, com o Porsche 963 nº99, e a LMGT3, onde competirá com dois Ford Mustang LMGT3. A equipe busca manter o bom momento após um desempenho sólido em Le Mans, e aposta na continuidade de seus pilotos para conquistar um bom resultado em território sul-americano.
No Hypercar #99, Neel Jani será novamente acompanhado pelo chileno Nicolas Pino e pelo argentino Nicolás Varrone, formando um trio experiente e entrosado. A expectativa é de um bom desempenho em Interlagos, circuito que exige bastante dos carros em aceleração, frenagem e eficiência aerodinâmica – especialmente por conta das variações de altitude ao longo da pista.
Já na classe LMGT3, os carros #77 e #88 terão formações mantidas. No Mustang #77, o português Bernardo Sousa divide a pilotagem com os britânicos Ben Tuck e Ben Barker. No #88, estarão novamente o italiano Stefano Gattuso, Giammarco Levorato e o norueguês Dennis Olsen.
A etapa brasileira terá um significado especial para Bernardo Sousa. Sem a presença de Portugal no calendário de 2025, Interlagos se torna a corrida mais próxima de “casa” para o piloto luso, que tem uma conexão pessoal com o país. “O Brasil será minha corrida em casa, já que Portugal não faz parte do calendário este ano. Falamos a mesma língua, minha esposa é brasileira, então esta é como minha segunda casa. Tivemos altos e baixos nesta temporada, mas temos velocidade. O clima é sempre um pouco complicado aqui, então será difícil, mas faremos o nosso melhor para conseguir o melhor resultado”, afirmou.
Com a temporada se aproximando da reta final, cada ponto passa a ser crucial na disputa pelo campeonato. Para a Proton Competition, a prova de São Paulo pode ser a oportunidade perfeita para consolidar o trabalho feito até aqui e, quem sabe, almejar posições ainda mais altas nas próximas rodadas do Mundial.
