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Watkins Glen reacende disputas da LMP2 após pausa de três meses

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LMP2
Foto: Divulgação / IMSA

Pilotos retornam da maratona de Le Mans para encarar um novo desafio nos Estados Unidos; categoria LMP2 volta à ativa na IMSA com forte grid e briga acirrada pelo título

Após uma longa ausência no calendário, a categoria LMP2 do Campeonato IMSA WeatherTech SportsCar retorna à ação neste fim de semana com as tradicionais Seis Horas de The Glen, em Watkins Glen International. A prova marca o reinício da temporada para a classe, que esteve fora das pistas desde as 12 Horas de Sebring, realizadas em março. Para muitos pilotos, no entanto, a pausa foi apenas relativa. Mais de 60 competidores confirmados em Watkins Glen também estiveram presentes nas 24 Horas de Le Mans, encerradas no último domingo.

Um dos nomes que cruzam o Atlântico para competir em ambas as provas é Paul di Resta. Poucas horas após a bandeirada final em Le Mans, onde correu com o Peugeot 9X8 ao lado de Mikkel Jensen e Jean-Eric Vergne, di Resta já estava em um voo com destino aos Estados Unidos. Agora, ele volta a pilotar o ORECA LMP2 07 nº 22 da United Autosports USA, ao lado de Daniel Goldburg e Rasmus Lindh, com quem disputa o campeonato da categoria.

Apesar da exigente logística, o escocês acredita que alternar entre diferentes categorias é um benefício. “É muito vantajoso fazer as duas coisas. Isso exige timing, consciência e foco no trânsito de múltiplas classes. Isso mantém os reflexos afiados”, explicou di Resta, vencedor da LMP2 em Le Mans em 2020 com a United Autosports.

O retorno da LMP2 vem em um momento decisivo do campeonato. A equipe Riley, com Gar Robinson, Felipe Fraga e Josh Burdon, lidera por apenas dois pontos (645 contra 643) sobre o trio da United Autosports. Robinson, que volta ao comando do ORECA nº 74, vê Watkins Glen como um de seus circuitos favoritos. “É um dos lugares mais divertidos de correr. Depois de Sebring, que é um desafio brutal, Watkins Glen é fluido, rápido e suave”, destacou o piloto, que junto com Fraga venceu três vezes seguidas na classe LMP3 no mesmo traçado entre 2021 e 2023.

Outro destaque no grid da LMP2 é a Inter Europol Competition, vencedora das 12 Horas de Sebring e das 24 Horas de Le Mans este ano, cada uma com formações distintas. Tom Dillmann esteve presente nas duas vitórias e correrá em Watkins Glen com Bijoy Garg e Jeremy Clarke no ORECA nº 43. A equipe polonesa é terceira colocada no campeonato da IMSA, com 602 pontos.

Watkins Glen reúne um total de 56 carros inscritos, sendo 12 deles da LMP2. Após essa etapa, a categoria volta à pista no dia 13 de julho, no Canadá, para o Chevrolet Grand Prix no circuito de Mosport (CTMP). No entanto, mudanças já são esperadas. Devido a compromissos com a Peugeot no WEC, Paul di Resta não estará presente no Canadá, e a United Autosports terá que escalar um substituto, assim como outras equipes que enfrentarão ausências similares.

A continuidade das formações pode ser um trunfo para a equipe Riley, que terminou em segundo lugar no CTMP em 2023. “Foi uma pista forte para nós no ano passado. Isso a torna ainda mais divertida”, comentou Robinson, ansioso pelo que vem pela frente. Mas, antes disso, o foco está em Watkins Glen, um dos palcos mais tradicionais e desafiadores do endurance norte-americano — e que pode redefinir os rumos da disputa pelo título na LMP2.

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