SportsCar Championship
Maratona sobre rodas: IMSA encara mês de corridas intensas entre EUA e Europa
Com provas em Detroit, Le Mans e Watkins Glen, equipes e pilotos encaram desafios logísticos e físicos em junho de 2025
Junho de 2025 entrou para o calendário da IMSA como um dos meses mais intensos dos últimos anos. Em apenas quatro semanas, equipes e pilotos enfrentam um verdadeiro tour de força, com três corridas importantes em dois continentes distintos: o Chevrolet Detroit Sports Car Classic, as lendárias 24 Horas de Le Mans e as Seis Horas de The Glen, em Watkins Glen. Para os 62 pilotos que participam tanto do FIA WEC quanto do IMSA WeatherTech SportsCar Championship, a maratona é tão exaustiva quanto estratégica.
A sequência começou com a etapa de rua em Detroit, passou pelo desafio monumental em Sarthe, na França, e culmina agora com o retorno às pistas americanas em Watkins Glen. Ao todo, cerca de 21 pilotos participaram das três etapas, lidando com mudanças de fuso, clima, carros, regras e exigências físicas. Para as equipes técnicas, a corrida começou muito antes da bandeirada.
Chris Mitchum, diretor de operações da Action Express Racing, destacou o cuidado logístico envolvido. “Após Detroit, o carro da corrida vai para Le Mans como reserva. Esperamos não precisar dele. Depois, ele volta aos EUA para ser o carro reserva em Watkins Glen”, explicou. Já Travis Houge, da Wayne Taylor Racing, ressaltou a complexidade de coordenar as equipes: “Dividimos o time em três grupos. Enquanto parte da equipe viaja para a França, outra permanece montando os carros para Watkins Glen.”
Para os pilotos, a intensidade é igualmente alta. Felipe Nasr, que divide o Porsche 963 nº 7 com Nick Tandy, comentou sobre o estresse da fase: “É importante manter a mentalidade correta. Quando a corrida começa, a adrenalina assume.” Tandy concorda: “Os dias são longos, mas a preparação é tudo.”
Roman De Angelis, agora na classe GTP com a Aston Martin, também enfatizou a importância da recuperação entre as corridas. “Vou para casa, descansar e recarregar. Isso é essencial.” Dries Vanthoor, que compete pela BMW nas duas competições, afirmou: “Depois de Le Mans, o corpo sente. Mas é nosso trabalho estar em forma.”
Mesmo com desafios logísticos e físicos, os competidores mostram paixão pelo esporte. Jack Hawksworth, que correu com um Lexus GT3 em Le Mans e na IMSA, expressou sua motivação: “É uma loucura, mas eu amo correr. Na segunda-feira, você está exausto. Na terça, já quer voltar à pista.”
O mês de junho não é apenas uma prova de velocidade — é uma batalha de resistência, estratégia e dedicação total ao automobilismo. Para os envolvidos, a vitória começa muito antes do semáforo verde.
