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Fórmula 1

Segunda Bandeirada #28: O que esperar do retorno da Fórmula 1?

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Foto: Red Bull Content Pool

Um mês sem corridas, férias de verão… A Fórmula 1 deu uma pausa, está de volta e desembarca em Zandvoort para o Grande Prêmio da Holanda. Após duas temporadas com hegemonia sólida do conjunto Max Verstappen/Red Bull, a categoria mais popular do automobilismo mundial apresenta uma alternância de equipes e pilotos vencedores como há tempos não se via.

O que teremos na segunda metade da temporada? McLaren e Mercedes continuarão como as melhores equipes? A Red Bull conseguirá reverter a maré ruim e voltará a dar as cartas na F1? E o título, será disputado até o fim ou Verstappen conquistará o tetra sem sustos?

São questionamentos absolutamente pertinentes. E o melhor: numa temporada em que esperava mais do mesmo – um banho da RBR com o seu tricampeão. Não me cabe fazer previsões, falta-me o poder de prever o futuro como em qualquer mortal, então não posso cravar nada como verdade do Evangelho. Porém, a pista fala por si. E ela pode nos oferecer alguns prognósticos.

Vamos por partes. Antes de qualquer coisa, vale lembrar que são apenas prognósticos. Nada é cem por cento garantido antes dos resultados.

A McLaren está numa crescente desde a temporada passada. Como num passe de mágica, o time papaia conseguiu fazer com que um carro tido como o pior do grid pudesse brigar com a Red Bull em determinadas circunstâncias. Não é pouca coisa. Tampouco esperado. Nesse ano, o salto foi maior: a equipe tem a melhor máquina da F1 – tanto em classificação quanto em ritmo de corrida. Além disso, conta com uma dupla de pilotos tida como presente e futuro. Se no ano passado eu escrevi um texto falando que a McLaren desperdiçava o potencial de Lando Norris e Oscar Piastri ao entregar um carro errático, ela acertou a mão de vez e com o MCL38 tem tudo para conquistar ao menos o mundial de construtores. A querela no campeonato de pilotos parece algo distante, mas o 2025 promete bastante para a tradicional escuderia britânica – que me perdoem os seus fãs mais ortodoxos pelo termo utilizado.

Já a Mercedes começou a temporada sem muitas perspectivas. Ao arriscar tudo e construir um carro do zero, a equipe admitiu não apenas que errou totalmente na filosofia do seu carro com efeito solo, mas que insistiu no erro de maneira desnecessária. O W13 é uma daquelas máquinas para esquecer – bem como o W14. Pois o time de Berkley foi cirúrgico no W15, entregando um carro eficiente e competitivo. O resultado não poderia ser outro: vitórias. Lewis Hamilton saiu do calvário de 945 dias sem cruzar a linha de chegada em primeiro ao ganhar em Silverstone, na sua casa. George Russell venceu na Áustria depois de aproveitar o entrevero entre Verstappen e Norris. Ambos disputaram a vitória na Bélgica, com o heptacampeão levando a melhor após a desclassificação do seu colega de equipe. As perspectivas são ótimas para o resto da temporada com vitórias e pódios constituindo possibilidades nada irreais.

E a Red Bull? Bom, o mundo da F1 estará com as atenções voltadas para o time taurino nessa segunda metade da temporada. Não tem como ser diferente: é a equipe que dominou a categoria nas últimas duas temporadas e levou três campeonatos de pilotos consecutivos, mas vem numa decrescente preocupante. O RB20 é uma máquina boa, veloz e confiável. Porém, não repete o mesmo desempenho das antecessoras, muito por conta da evolução de McLaren e Mercedes, o que a forçou a andar no limite extremo – típica filosofia dos projetos de Adrian Newey. Com isso, o carro ficou mais sensível a ondulações e zebras, perdendo performance. Verstappen ainda é o líder do campeonato com certa folga e favorito ao tetra por ser um fora de série, mas não tem mais o melhor equipamento como outrora.

Sobre a disputa no mundial de pilotos, continuo com a mesma convicção: Verstappen conquistará o seu quarto título. Mesmo com a McLaren tendo o melhor carro, a desvantagem que Norris tem de tirar é muito grande, além dele estar distante do nível do holandês. Sua equipe também não ajuda – a patacoada na Hungria mostrou isso. Se encaixar uma boa sequência e contar com um azar incomum do rival, pode ensaiar uma disputa, mas não creio nisso.

O GP da Holanda abre a segunda metade da temporada. Zandvoort é uma pista travada, curta e com alto desgaste e estresse lateral dos pneus, em suma, um circuito old scholl. Um bom aperitivo para o que nos espera numa temporada que prometeu pouco e vem entregando muito.

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