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Retorno dos sonhos: Roberto Lacorte domina Sepang e lidera a LMP2 na Asian Le Mans Series

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Lacorte
Foto: Asian Le Mans Series

Italiano volta aos protótipos após período nos GTs, conquista duas vitórias com a Cetilar Racing e projeta desafio técnico em Dubai

O retorno de Roberto Lacorte às corridas de protótipos não poderia ter sido mais marcante. Após um período competindo com carros GT, o piloto italiano voltou a guiar um LMP2 e saiu de Sepang, na Malásia, com um aproveitamento perfeito: duas vitórias nas duas provas de quatro horas da rodada de abertura da Asian Le Mans Series 2025/26. Ao volante do Oreca 07-Gibson da Cetilar Racing, Lacorte dividiu o carro com Antonio Fuoco e Charles Milesi e assumiu a liderança do campeonato logo na estreia.

A última participação de Lacorte em um LMP2 havia sido nas 24 Horas de Le Mans de 2023. Desde então, o italiano concentrou sua carreira em campeonatos de GT, como a IMSA e o International GT Open, pilotando a Ferrari 296. Ainda assim, o desejo de retornar a um Protótipo de Le Mans permaneceu vivo — e Sepang mostrou que a decisão foi acertada. Com um carro competitivo, apoio técnico da AF Corse e uma dupla de companheiros extremamente experiente, a Cetilar Racing se estabeleceu imediatamente como referência na categoria.

Ao analisar o fim de semana na Malásia, Lacorte destacou o início sólido de temporada, mas fez questão de reforçar que o nível da Asian Le Mans Series é extremamente elevado. Para ele, o foco precisa ser mantido ao longo de todo o campeonato, com uma abordagem inteligente de gerenciamento de corrida. Segundo o italiano, o objetivo não é apenas repetir o desempenho de Sepang, mas evoluir continuamente, especialmente pensando nas próximas etapas em Dubai.

A preparação para o circuito dos Emirados Árabes Unidos, inclusive, já começou com dias de testes. Lacorte apontou diferenças significativas entre Sepang e Dubai, principalmente no que diz respeito à superfície da pista. O asfalto mais irregular do Autódromo de Dubai exige atenção redobrada, sobretudo em um protótipo como o LMP2, onde estabilidade e precisão nas frenagens são cruciais. Apesar disso, o piloto acredita que as temperaturas mais amenas em relação à Malásia podem ajudar no desempenho geral do carro.

O retorno à LMP2, segundo Lacorte, também passa por uma questão de afinidade com o equipamento. Ele afirma que o Oreca 07 oferece sensações mais próximas de um “carro de corrida puro”, algo que combina melhor com seu estilo de pilotagem. Diferentemente dos GTs, onde o peso e os movimentos da carroceria são mais pronunciados, o LMP2 proporciona respostas mais diretas, algo que o italiano valoriza.

A convivência com Antonio Fuoco e Charles Milesi tem sido outro ponto-chave. Lacorte não esconde a admiração pelos companheiros, ressaltando que, apesar de estilos diferentes, ambos estão entre os melhores pilotos de endurance da atualidade. Além de contribuírem para a gestão de desempenho ao longo das quatro horas de prova, eles também ajudam Lacorte a refinar sua pilotagem.

Mesmo com uma vantagem de 14 pontos após Sepang, o líder do campeonato adota cautela. Para ele, a margem ainda é curta, especialmente diante da força de equipes como a Algarve Pro Racing. A estratégia para Dubai, portanto, segue a mesma: foco total, pressão constante e trabalho contínuo para manter a Cetilar Racing no topo da LMP2.

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