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24h de Le Mans

Novo formato de classificação nas 24h de Le Mans altera disputa pela Hyperpole

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Le Mans Hyperpole
Foto: Charly López / DPPI

A 94ª edição das 24 Horas de Le Mans terá um novo sistema de qualificação projetado para tornar cada volta crucial e a disputa pela pole position ainda mais emocionante. As mudanças visam dar mais oportunidades a diferentes equipes e tornar os treinos classificatórios tão eletrizantes quanto a corrida. Na prática, a definição do grid agora ocorre em várias etapas, com sessões específicas para cada categoria e uma fase eliminatória inédita para decidir as primeiras posições de largada.

Classificação inicial em duas sessões

A primeira fase de classificação será na quarta-feira, em duas sessões de 30 minutos cada. Uma delas reúne os protótipos LMP2 e os carros da classe LMGT3, e a outra é exclusiva para os hipercarros. Ao final dessas sessões, os 15 carros mais rápidos de cada grupo avançam para a etapa seguinte, chamada Hyperpole 1. Com isso, três competidores a mais em LMP2 e LMGT3 entram na disputa final em comparação ao formato anterior. Os carros que ficarem de fora do top-15 terão suas posições de largada definidas nas demais vagas do grid, a partir do 16º lugar.

O desafio contra o cronômetro na Hyperpole 1

Os carros classificados retornam à pista na quinta-feira para acelerar. A Hyperpole 1 funciona como o segundo grande filtro eliminatório. Esta sessão possui duração de apenas 20 minutos por grupo. Os pilotos precisam aquecer os pneus rapidamente no traçado francês.

A margem para imprevistos é praticamente nula nesta etapa intermediária. Os dez melhores tempos de cada classe progridem na competição. Os carros classificados entre a décima primeira e a décima quinta posição param por aqui.

As posições intermediárias do grid são definidas rigorosamente neste momento. Enquanto isso, os líderes comemoram a passagem para a disputa final. A tensão nas garagens atinge o ponto máximo da semana.

O momento decisivo da Hyperpole 2

A Hyperpole 2 define o cobiçado primeiro lugar do grid de largada. A fase final reúne apenas os dez carros mais rápidos de cada categoria. A sessão derradeira possui duração curta de apenas 15 minutos.

Os pilotos têm pouco tempo para registrar a volta perfeita. A pista costuma apresentar as melhores condições de aderência neste horário. As equipes calçam os pneus mais macios disponíveis no estoque da fornecedora.

O pole position das 24 Horas de Le Mans surge dessa disputa. A conquista oferece uma vantagem psicológica importante antes da corrida principal. Os fãs acompanham a definição com muita expectativa nas arquibancadas e transmissões.

O impacto nas categorias LMP2 e LMGT3

O regulamento impõe restrições extras para as duas classes de acesso. O piloto com a graduação mais baixa da equipe precisa guiar primeiro. A regra obriga o competidor menos experiente a disputar a fase de quarta-feira obrigatoriamente.

O formato busca manter a essência original das corridas de resistência. O esforço coletivo e nivelado é a base do Campeonato Mundial de Endurance. Além disso, a organização removeu a obrigatoriedade de pilotos prata na Hyperpole da LMGT3.

As equipes da LMGT3 ganham mais liberdade estratégica nas fases finais. Os chefes de equipe podem escolher os pilotos mais rápidos para quinta-feira livremente. A mudança equilibra as forças na disputa direta contra o relógio.

Mais carros e emoção no grid

Com o novo formato, aumentou o número de carros que podem sonhar com a pole position. Ter mais protótipos LMP2 e GT3 na fase eliminatória torna a disputa mais intensa e imprevisível, dando a equipes consideradas azarões a oportunidade de surpreender na fase final. Além disso, cada volta conta desde as primeiras sessões: sob este sistema reformulado, pilotos e engenheiros precisam extrair desempenho máximo desde o início do fim de semana, pois qualquer tempo feito na classificação pode ser crucial para avançar na briga pelas primeiras posições.

O papel estratégico do revezamento de pilotos

As regras atuais alteram a escalação dos competidores nas equipes. Um mesmo piloto não pode disputar duas sessões classificatórias diferentes. Por outro lado, o regulamento exige a participação de todos os membros do carro.

As equipes compostas por três pilotos precisam dividir as responsabilidades obrigatoriamente. Um integrante do time disputa a qualificação inicial na quarta-feira. O segundo piloto assume o volante durante a Hyperpole 1. O terceiro membro fica exclusivamente responsável pela Hyperpole 2.

O novo modelo valoriza o equilíbrio técnico do trio completo. O talento individual de uma estrela já não basta para garantir o primeiro lugar. O sucesso depende da regularidade de todos os envolvidos no projeto automobilístico.

Pilotos amadores ganham destaque

Outra mudança importante atinge os regulamentos de pilotos em LMP2 e LMGT3. A partir de agora, nas sessões de qualificação de LMP2, apenas o piloto com a classificação FIA mais baixa (geralmente bronze) pode guiar o carro na pista. Esse princípio, já adotado na LMGT3, reforça que todo o trio deve participar da definição do grid. Além disso, foi eliminada a exigência de ter um piloto prata na sessão decisiva da LMGT3, dando às equipes maior flexibilidade na distribuição de papéis. Dessa forma, as equipes podem escolher estrategicamente quem alinha o carro no estágio final, sem a limitação anterior.

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