Entre em contato conosco

Fórmula E

Lucas Di Grassi destaca impacto da altitude no retorno da Fórmula E no México

Publicado:

em

Di Grassi
Foto: Alastair Staley/Imagens LAT

Brasileiro aposta em estratégias diferenciadas para a segunda etapa do Mundial no Autódromo Hermanos Rodríguez

Lucas Di Grassi encara a primeira corrida neste ano do Campeonato Mundial de Fórmula E neste sábado (10), para a disputa da segunda etapa da temporada 2025/2026, no tradicional Autódromo Hermanos Rodríguez, na Cidade do México. Após a abertura do campeonato em São Paulo, pilotos e equipes agora encaram um dos maiores desafios técnicos do calendário: correr em alta altitude, um fator que promete influenciar diretamente o desempenho dos carros e as estratégias de prova.

Para o brasileiro Lucas Di Grassi, piloto da Lola Yamaha ABT, a etapa mexicana é singular justamente por essas características. Segundo ele, trata-se da corrida disputada na maior altitude entre todas as 16 etapas da temporada. Localizado a cerca de 2.300 metros acima do nível do mar, o circuito mexicano apresenta um cenário bastante distinto em relação à prova brasileira, realizada a aproximadamente 900 metros de altitude. Essa diferença impacta não apenas o comportamento dos carros, mas também o trabalho de engenheiros, estrategistas e pilotos.

Di Grassi explica que o ar mais rarefeito da capital mexicana gera efeitos importantes em um campeonato de carros elétricos. Um dos principais pontos está relacionado à refrigeração das baterias, componente essencial para o desempenho ao longo da corrida. Com menor densidade do ar, o resfriamento se torna menos eficiente, exigindo cuidados extras no acerto do carro. Além disso, a altitude altera a dinâmica do uso de energia, um dos pilares estratégicos da Fórmula E.

Em condições normais, andar próximo de outros carros pode trazer benefícios aerodinâmicos e ajudar na economia de energia. No México, porém, essa vantagem é reduzida. De acordo com o brasileiro, a atmosfera mais rarefeita torna essa prática menos eficaz, o que muda o comportamento do pelotão e pode abrir espaço para estratégias mais agressivas. Soma-se a isso o fator físico: com menos oxigênio disponível, pilotos podem sentir mais fadiga até que o corpo se adapte às condições locais.

Apesar dos desafios, o E-Prix da Cidade do México ocupa um lugar especial na carreira de Lucas Di Grassi. O brasileiro soma três vitórias no circuito, conquistadas em 2017, 2019 e 2021, e costuma receber grande apoio do público local. Além disso, a prova deste fim de semana marca a 150ª corrida da história da Fórmula E, campeonato que teve sua primeira etapa disputada em 2014, na China, justamente com vitória de Di Grassi.

A temporada começou com Jake Dennis, da Andretti, liderando o campeonato após vencer em São Paulo e somar 25 pontos. Di Grassi ainda busca seus primeiros pontos no ano com a novata Lola Yamaha ABT, equipe formada em 2025, embora tenha sido responsável por toda a pontuação do time na temporada passada.

A programação do fim de semana prevê o primeiro treino livre na sexta-feira (9). No sábado, os pilotos retornam à pista para mais sessões de treino, a classificação e a corrida, que promete ser marcada por decisões estratégicas e pela influência direta da altitude mexicana.

Compartilhe esta publicação
Clique para Comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.