IndyCar
IndyCar 2025: um guia rápido para acompanhar a categoria
A IndyCar, uma das categorias mais tradicionais de monopostos, retorna às pistas neste domingo (2), com o GP de St. Petersburg. Para o ano de 2025, o calendário da Indy passou por algumas alterações, começando pela data de estreia. Anteriormente, a categoria iniciava sua temporada na metade do mês de março, indo até meados de setembro.
Porém, em 2025, o calendário foi antecipado, e a competição se inicia no primeiro fim de semana de março e terminará em agosto. Esse é um precedente que a categoria vem adotando nos últimos anos, e o motivo é bem simples: nos Estados Unidos, a Fox possui os direitos de transmissão e, com as corridas passando em canal aberto, a mudança no calendário é uma forma de evitar que as provas coincidam com os jogos da NFL (National Football League), que inicia sua temporada em setembro.
Abaixo, seguem alguns tópicos que te ajudarão a entender mais sobre essa categoria, que vem retornando às graças do público brasileiro.
O que é a IndyCar?
A IndyCar como conhecemos hoje começou a tomar forma em 1996, após a Indy Racing League (IRL) se juntar ao empresário e dono do Indianapolis Motor Speedway, Tony George, e adquirirem os direitos da série de corridas de monopostos, após a desistência da CART. Em 2008, a categoria passou por novas alterações, quando a IRL se juntou à Champ Car – sucessora da CART – o que gerou mudanças no calendário, que ganhou mais provas após a unificação.
A categoria de monopostos não possui diferenças nos chassis, o que possibilita que as equipes andem mais próximas umas das outras. Os chassis são fornecidos pela Dallara, enquanto existem duas fornecedoras de motores na categoria: Chevrolet e Honda. Já os pneus são fornecidos pela Firestone.
Equipes e pilotos
Para a temporada de 2025, a IndyCar adotou o sistema de charters, que consiste, basicamente, na ideia de que os 33 carros do grid terão vaga em quase todas as etapas – a exceção é a Indy 500. Esse sistema limita a quantidade de carros por equipe no grid. Para a atual temporada, o grid da Indy conta com um dos maiores números de inscritos na temporada regular, e a adoção desse sistema é uma maneira encontrada pela categoria de deixar a quantidade de carros por equipe mais equilibrada.
Com a atual regra valendo até 2031, ficou definido que Ganassi, Andretti, Penske, RLL e Arrow McLaren poderão ter três carros alinhados no grid, enquanto as demais equipes, exceto a PREMA – que entra no grid a partir de 2025 –, poderão alinhar dois carros. Mas por que a PREMA não entra nessa lista?
A chegada da equipe italiana não foi muito bem vista pelas equipes mais antigas. Porém, como a equipe está estreando e não há garantias sobre o projeto, ela não entrou na lista de charters (uma maneira de também garantir concorrência caso outra equipe demonstre interesse em ingressar no grid nos próximos anos).
Lendo isso, pode surgir a dúvida: “Por que a Indy 500 é exceção?”. A resposta é simples: no grid da maior corrida do calendário, são permitidos até 33 carros, mas para essa prova também é permitida a inscrição de pilotos que não correm a temporada regular. Justamente por isso, a Indy não garante que os 33 pilotos da temporada correrão a Indy 500.
Clique aqui e confira a lista completa de pilotos para a temporada de 2025.
Calendário e principais corridas
O calendário da IndyCar é composto por 17 etapas. Entre circuitos mistos, ovais e de rua, a categoria se destaca pelas diversas situações nas quais expõe seus pilotos. Dentre essas corridas, existe uma que se sobressai: as 500 Milhas de Indianápolis, principal corrida da categoria e uma das mais tradicionais do mundo.
Parte da chamada Tríplice Coroa do automobilismo, a Indy 500 é um campeonato à parte no mundo da IndyCar. Assim, o mês de maio, data da corrida, começa com a prova no misto de Indianápolis. Dessa forma, as duas semanas seguintes são dedicadas aos treinos.
A classificação ocorre um fim de semana antes, sendo dividida em dois dias. Logo, a prova é realizada sempre no último domingo de maio. Porém, para explicar essa parte, é necessário um guia especial somente para essa prova!
É importante ressaltar que a Indy é uma categoria regional, que corre no território dos Estados Unidos. A única exceção é o GP de Toronto, no Canadá. Porém, rumores recentes apontam para uma negociação entre a categoria e a cidade de São Paulo para uma corrida no Brasil – fato que não ocorre desde 2013.
Confira o calendário de 2025:
- 2/3 – GP de St. Petersburg
- 23/3 – GP no Thermal Club
- 13/4 – GP de Long Beach
- 4/5 – GP do Alabama
- 10/5 – Sonsio GP (Misto de Indianápolis)
- 25/5 – 500 Milhas de Indianápolis
- 1/6 – GP de Detroit
- 15/6 – GP de Bommarito
- 22/6 – GP de Road América
- 6/7 – GP de Mid-Ohio
- 12/7 – GP de Iowa (rodada dupla)
- 13/7 – GP de Iowa (rodada dupla)
- 20/7 – GP de Toronto
- 27/7 – GP de Laguna Seca
- 10/8 – GP de Portland
- 24/8 – GP de Milwaukee
- 31/8 – GP de Nashville
Push to pass e reabastecimento na IndyCar
O push to pass é um recurso utilizado pela categoria para aumentar a potência dos carros ao longo das corridas. Assim, no regulamento de cada prova, é determinado o tempo de uso do push to pass ao longo da prova. Dessa forma, os pilotos podem usar a tecnologia, que é acionada através de um botão instalado no volante do carro.
O recurso pode ser utilizado tanto para atacar quanto para se defender. Mas o principal objetivo da tecnologia é aumentar a potência dos carros e facilitar as ultrapassagens, tornando as disputas mais emocionantes.

Reabastecimento na Indy. Foto/ Reprodução: Penske Entertainment: Steve Swope
Na IndyCar, ainda é utilizado o recurso de reabastecimento. Ao longo da prova, os pilotos fazem suas paradas para trocas de pneus e reabastecimento. Porém, é importante ressaltar que nem sempre o piloto realizará seu pit stop e reabastecerá o carro; essa é uma decisão tomada junto ao estrategista de cada piloto.
Onde assistir a IndyCar?
No Brasil, os direitos de transmissão pertencem à TV Cultura, na TV aberta, e à ESPN, que transmite as corridas tanto na TV quanto no Disney+.
Notas da redação
De acordo com a jornalista que vos fala, a dica primordial para acompanhar a IndyCar é entender que ela não é, e nem deve ser, a Fórmula 1. Atualmente, sou uma entusiasta da categoria, mas, como boa fã de F1 que também sou, resisti por muito tempo à ideia de começar a acompanhar a IndyCar, pois, aos meus olhos de leiga, a Indy era uma competição ultrapassada.
É fato que a Fórmula 1 está a anos-luz de distância da Indy em termos de tecnologia, e isso ocorre por um motivo muito específico: esse é o objetivo da F1, ser uma categoria que desenvolve as melhores tecnologias, que, em algum momento, serão utilizadas nas ruas. Por outro lado, a IndyCar não tem esse aspecto.
Se pensarmos bem, não existe um motivo lógico para que a Indy – ou qualquer outra categoria – seja uma cópia da Fórmula 1. Se não, qual seria a graça? Adentrar no mundo da IndyCar é mergulhar em um universo diferente, explorando uma das diversas opções que o vasto mundo do automobilismo oferece.
Outro preconceito comum com a Indy é a ideia de que a categoria é um “cemitério” de pilotos da Fórmula 1. Porém, a explicação é simples: carros diferentes, resultados diferentes.
A dica mais valiosa que posso deixar para você, leitor, é: assista a uma corrida da Indy com a mente aberta. Afinal, se quiser ver Fórmula 1,terá que escolher dentre uma dessas opções: ou esperar até o dia 16 ou assistir alguma corrida do passado para matar a saudade.
E por último e mais importante: acompanhe a Indy no VQTTV!
