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SportsCar Championship

IMSA estuda tecnologia para reduzir tempo de bandeira amarela

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IMSA
Foto: Divulgação / IMSA

Entidade avalia novas soluções para tornar as neutralizações mais rápidas, enquanto também cobra mudanças de pilotos e equipes para reduzir o número de incidentes.

A IMSA está avaliando novas soluções tecnológicas para diminuir o tempo gasto com períodos de bandeira amarela durante as corridas. A iniciativa foi confirmada por Simon Hodgson, vice-presidente sênior de competição da entidade, que revelou a realização de testes com algumas equipes.

A discussão ganhou força diante do aumento de neutralizações prolongadas no WeatherTech SportsCar Championship. O problema se torna ainda mais evidente nas provas com quatro categorias em pista, principalmente em circuitos de maior extensão.

Segundo Hodgson, algumas situações de bandeira amarela podem ultrapassar 20 minutos. Dessa forma, a IMSA passou a estudar alternativas que permitam realizar determinadas intervenções de maneira mais rápida, sem comprometer a segurança ou o equilíbrio das disputas.

IMSA busca alternativas para neutralizações

A entidade já adotou mudanças no regulamento esportivo para tentar reduzir o impacto das neutralizações. Entre as medidas está a utilização dos chamados “short yellows” durante os primeiros 30 minutos das corridas.

O procedimento também pode ser aplicado posteriormente, dentro dos 15 minutos seguintes a um reinício. A intenção é limitar determinados períodos de cautela e permitir que a competição retome o ritmo mais rapidamente.

Contudo, Hodgson explicou que o uso da bandeira amarela de percurso completo continua sendo necessário em determinadas circunstâncias. O procedimento permite que carros que estejam uma ou mais voltas atrás recuperem a volta do líder, alterando diretamente a situação da corrida.

Essa característica exige que a IMSA encontre um equilíbrio entre a duração das neutralizações e a possibilidade de devolver competidores à mesma volta. Para Hodgson, eliminar completamente esse recurso não seria uma solução simples.

Circuitos longos aumentam o impacto

O problema ganha proporções maiores em pistas extensas. Na Road America, por exemplo, a IMSA registrou períodos de bandeira amarela que duraram entre 15 e 20 minutos.

A extensão do circuito aumenta o tempo necessário para determinadas operações de segurança. Além disso, quando diferentes categorias estão competindo simultaneamente, o procedimento pode consumir uma parcela significativa da duração total da prova.

Hodgson destacou que a entidade acompanha essa situação de perto. O objetivo é encontrar formas de preservar os procedimentos necessários para a segurança, mas sem comprometer excessivamente o tempo de competição em bandeira verde.

Uma das possibilidades avaliadas envolve o uso de um sistema semelhante ao safety car virtual. Nesse modelo, os pilotos reduzem a velocidade enquanto determinadas intervenções são realizadas na pista.

A medida poderia ser utilizada em situações de curta duração, normalmente durante uma volta ou menos. Assim, os trabalhadores de pista poderiam atuar em ocorrências como a retirada de detritos sem a necessidade de uma neutralização completa.

Sistema já existe em outras categorias

A tecnologia possui precedentes no automobilismo internacional. Um sistema semelhante ficou conhecido como “Code 60”, utilizado pela Creventic há quase duas décadas.

No Campeonato Mundial de Endurance da FIA, a solução é conhecida como Full Course Yellow, ou FCY. O procedimento determina uma redução controlada de velocidade para todos os carros ao longo do circuito.

No caso do WEC, o diretor de prova ativa o sistema e cada carro recebe informações específicas por rádio. Além disso, os competidores são monitorados por sistemas de localização, que permitem acompanhar as velocidades praticadas durante o período de neutralização.

Apesar da existência desses sistemas em outras competições, Hodgson não confirmou que a IMSA esteja adotando especificamente uma dessas soluções. O dirigente apenas afirmou que diferentes tecnologias estão sendo analisadas e que alguns testes já foram realizados com equipes selecionadas.

Custo também entra na avaliação

A adoção de novas tecnologias, contudo, envolve outros fatores além da eficiência operacional. Hodgson destacou que qualquer mudança precisa considerar os custos envolvidos para as equipes e para a própria categoria.

Por isso, a IMSA não trabalha apenas na busca por uma solução tecnológica. Paralelamente, a entidade também revisa seus próprios regulamentos para identificar possíveis alterações nos procedimentos atuais.

A intenção é encontrar um equilíbrio entre tecnologia, regras esportivas e necessidades das equipes. Dessa forma, uma eventual mudança não dependeria exclusivamente da implantação de novos equipamentos ou sistemas.

Hodgson afirmou que o trabalho ocorre de maneira contínua. A IMSA realiza reuniões e análises regularmente para avaliar situações ocorridas nas corridas e buscar formas de melhorar os procedimentos.

Dirigentes também cobram pilotos

Enquanto a entidade estuda maneiras de reduzir a duração das neutralizações, Hodgson também direcionou parte da responsabilidade aos próprios pilotos. Para ele, a redução dos períodos de bandeira amarela passa igualmente pela diminuição dos incidentes em pista.

O dirigente afirmou que a IMSA não pode depender apenas de novas tecnologias para solucionar o problema. Segundo ele, pilotos e equipes também precisam contribuir para que as corridas tenham períodos maiores em bandeira verde.

A preocupação ficou evidente novamente na Road America. De acordo com Hodgson, o maior período contínuo de bandeira verde na prova foi de aproximadamente uma hora e 20 minutos.

Esse intervalo ocorreu depois dos dois ou três primeiros períodos de bandeira amarela de percurso completo. A sequência inicial de neutralizações acabou dificultando o desenvolvimento da corrida e reduziu o tempo efetivo de disputa em bandeira verde.

IMSA pretende combinar regras e tecnologia

A avaliação da entidade, portanto, envolve duas frentes. De um lado, a IMSA procura soluções tecnológicas capazes de acelerar determinadas intervenções. Por outro, também pretende revisar seus próprios procedimentos e cobrar maior controle dos participantes.

Hodgson ressaltou ainda a importância de uma comunicação consistente por parte dos diretores de prova. A estrutura de penalidades também está entre os pontos que podem ser analisados durante esse processo.

A proposta é estabelecer uma abordagem proporcional para cada situação. Assim, a entidade pretende evitar tanto períodos de cautela excessivamente longos quanto decisões que comprometam a segurança ou a disputa esportiva.

As discussões ainda estão em andamento e os testes com equipes selecionadas fazem parte dessa avaliação. A IMSA, por enquanto, não confirmou qual tecnologia poderá ser incorporada ao procedimento oficial de neutralização.

O objetivo declarado pela entidade é encontrar formas de preservar a segurança das intervenções e, ao mesmo tempo, ampliar o tempo de competição em bandeira verde. Para isso, a categoria pretende combinar possíveis recursos tecnológicos com ajustes regulatórios e a colaboração de pilotos, equipes e diretores de corrida.

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