F1 Academy
Estreante brilha, mas Alisha Palmowski vence corrida principal em Silverstone e dispara na liderança
Em fim de semana com vitória de Emma Felbermayr no grid invertido e atuação surpreendente da convidada Chiara Bättig, a jovem britânica da Campos Racing supera desconfiança com o carro, triunfa em casa e abre 30 pontos de vantagem no campeonato.
Os primeiros 30 minutos de treino mostraram que a adaptação ao traçado britânico não seria fácil. No minuto 36, a holandesa Esmee Kosterman (Lego Racing) provocou a primeira bandeira amarela ao ficar parada na entrada dos boxes. Pouco depois, Ella Lloyd assumiu temporariamente a liderança ao cravar 2:05.240, tempo que logo foi pulverizado por ela mesma na tentativa seguinte, baixando para 2:04.213. A resposta veio rápida pela Rodin Motorsport: Emma Felbermayr perdeu tempo no segundo setor (+0.143), mas compensou com um terceiro setor voador (-0.080) para assumir o P1 com 2:04.133.
Enquanto isso, as pilotas da casa buscavam consistência. A britânica Ella Stevens, estreando em Silverstone, mantinha o terceiro lugar até travar o pneu dianteiro direito na entrada de uma curva, sendo superada por Megan Bruce. Outro susto ocorreu com Lisa Billard, da ART Grand Prix, que rodou e saiu do traçado, forçando uma rápida bandeira amarela.
Na segunda metade do treino os tempos despencaram à medida que as equipes adotavam a configuração de classificação. Nina Gademan (MP Motorsport) chegou a pintar o terceiro setor de roxo para assumir a ponta com 2:03.189. No entanto, o brilho da sessão ficou por conta de Chiara Bättig, a suíça, correndo com a vaga temporária da Hitech, engatou uma sequência avassaladora de três setores roxos, registrando 2:02.881 e, logo em seguida, baixando para 2:02.718. Não satisfeita, a 11 minutos do fim, Bättig cravou a marca definitiva do treino: 2:02.640.
TOP 3 DO TREINO LIVRE – SILVERSTONE
- Chiara Bättig (Hitech) – 2:02.640
- Alisha Palmowski (Campos) – +0.208
- Nina Gademan (MP Motorsport) – +0.241
A heroína local, Alisha Palmowski (Campos Racing), teve uma sessão de altos e baixos. Após passar os primeiros 20 minutos sem tempo computado, Palmowski travou a dianteira e escapou da pista em sua primeira tentativa. Apesar de visivelmente lutar contra o equilíbrio do carro nas curvas ao longo de todo o treino, a britânica mostrou resiliência: saltou de P17 para P12 e, nos dez minutos finais, garantiu a segunda posição geral, ficando a apenas 0.208s do tempo de Bättig.
Nos segundos finais, Nina Gademan ainda conseguiu roubar o terceiro lugar de Felbermayr. Já com o cronômetro zerado, a brasileira Rafaela Ferreira (Campos Racing) fechou uma sessão difícil em P17 após perder a traseira na saída de uma curva e rodar, acionando a última bandeira amarela do treino.
Mesmo vindo de um pódio recente em Silverstone pela F4 Britânica, Chiara Bättig fez questão de destacar que o carro da F1 Academy exige uma abordagem completamente diferente devido às suas especificidades técnicas: “Fico feliz em começar bem, mas ainda há muitas coisas que preciso melhorar”, ponderou Bättig. “Foi minha primeira vez dirigindo esse carro, então é bem diferente do que estou acostumada. A frenagem é mais pesada, a direção é mais pesada e, no geral, há mais aderência no pneu. Acho que é um bom passo para um fim de semana forte.”
A pilota da Hitech explicou a complexidade de extrair o máximo do circuito com o novo equipamento, especialmente no miolo mais rápido da pista:”É só maximizar toda a pista. Maximizando toda a velocidade das curvas, especialmente através de Maggotts e Becketts. Tem muitas retas, você só precisa preparar tudo muito bem cedo. Fiz muita simulação com mudanças de aderência para realmente me envolver. Tivemos um bom treino livre. Se melhorarmos o que precisamos melhorar, acho que estaremos fortes.”
Batalha intensa e estreia dos sonhos na Classificação
Assim que a luz verde acendeu para a sessão de classificação em Silverstone, a evolução da pista e as fortes rajadas de vento, que mudaram de direção em relação ao treino livre, ditaram o ritmo estratégico das equipes. Nina Gademan (MP Motorsport) abriu os a sessão estabelecendo o tempo de referência em 2:03.348 após pintar os dois últimos setores de roxo. A liderança foi breve: a heroína local, Alisha Palmowski (Campos Racing), baixou a marca para 2:03.035, empurrando Gademan temporariamente para o quarto lugar, à medida que Megan Bruce e Rafaela Ferreira subiam para P2 e P3, respectivamente.
Gademan respondeu imediatamente no minuto seguinte, cravando 2:02.792 para retomar o topo da tabela. Chiara Bättig (Hitech) também superou o tempo inicial de Palmowski para se colocar em segundo (2:02.872), com Emma Felbermayr avançando para o terceiro posto. À medida que os limites do equipamento eram testados, o circuito começou a punir os excessos: Rachel Robertson (Hitech) e Megan Bruce tiveram voltas deletadas por infrações de limites de pista nas curvas 9 e 1. A aderência também se mostrou traiçoeira na curva 1 para Palmowski, que passou a lutar contra o equilíbrio da traseira de seu carro.
A dez minutos do fim, Lisa Billard (ART Grand Prix) encaixou um ritmo avassalador nos dois primeiros setores para registrar 2:02.180, abrindo uma vantagem impressionante de mais de meio segundo sobre a concorrência. No entanto, o brilho do sábado voltou a pertencer à estreante Wild Card, Chiara Bättig. A suíça pulverizou as marcas anteriores ao cravar 2:01.929, tornando-se a primeira a entrar na casa de 2:01 na sessão.
Palmowski tentou dar o troco em uma tentativa de três setores verdes. Contudo, uma perda de aderência repentina na curva 1 resultou em uma saída de traseira que custou décimos preciosos, impedindo-a de romper a barreira do segundo 01, embora tenha garantido o segundo lugar com 2:02.024. Com a pole provisória consolidada, Bättig ainda retornou à pista para baixar sua própria marca definitiva para 2:01.775, recolhendo para os boxes antes mesmo da bandeirada final.
Nos segundos decisivos, uma bandeira amarela provocada por Esmee Kosterman (Lego Racing), que perdeu a traseira e rodou na entrada da curva 1, congelou as posições. O resultado confirmou a pole position incontestável de Bättig em seu único final de semana na temporada, seguida por Palmowski em P2 (+0.177) e Billard em P3 (+0.405).
Apesar de garantir sua melhor posição de largada no ano e o terceiro lugar no grid invertido, a galesa Ella Lloyd pontuou os desafios com o vento e o comportamento do carro: “A pista obviamente agarrou um pouco, mas havia bastante vento e a direção mudou em relação a mais cedo, tive que me adaptar. Não tivemos o melhor carro nos treinos livres, o que me deixou um pouco desprevenida. É um pouco irritante porque liderei os tempos nos testes e o carro nunca mais se sentiu igual ao chegar aqui, mas tenho que encarar essa classificação como algo positivo. Eu sei que posso correr, tenho boas largadas e vou buscar o máximo de posições.”
Para Emma Felbermayr, a sessão foi de altos e baixos após ter sua volta mais rápida deletada. Mesmo assim, a austríaca herdou a pole position do grid invertido pela terceira vez na categoria: “Não foi uma sessão limpa. A primeira saída foi bem forte, mas a segunda foi lenta demais, precisamos analisar o que aconteceu. Ter a volta mais rápida deletada não é o ideal, mas estava muito perto do P4, dentro de dois décimos. Para o grid invertido, o foco é ter uma corrida limpa e melhorar o ritmo. Para domingo, preciso recuperar posições. Não estragou o fim de semana, mas foi mais difícil do que eu queria.”
Em terceiro no grid principal, a francesa Lisa Billard celebrou a evolução obtida após os ajustes mecânicos feitos pela equipe ART Grand Prix: “Estou muito feliz, é minha primeira vez aqui e Silverstone é muito divertida. Eu estava sofrendo muito com sobresterço da manhã, mas trocamos um pouco o carro e ele ficou mais estável em curvas de alta velocidade. Fiquei mais confiante para ir até o limite. No grid invertido vou focar em adquirir experiência de corrida, sei que tenho ritmo para brigar com Bättig e Palmowski e o objetivo é levar alguns troféus para casa no domingo.”
TOP 3 DA QUALY – SILVERSTONE
- Chiara Bättig (Hitech) – 2:01.775
- Alisha Palmowski (Campos) – +0.177
- Lisa Billard (ART Grand Prix) – +0.405
Domínio do início ao fim de Felbermayr no Grid Invertido
A corrida do grid invertido em Silverstone trouxe dinâmicas estratégias e disputas intensas ao longo de todo o pelotão. Pelo regulamento da categoria, a pole position original Chiara Bättig (Hitech) teve de largar da oitava posição, abrindo espaço para Emma Felbermayr (Rodin Motorsport) comandar a primeira fileira ao lado de Nina Gademan (MP Motorsport). Na largada, Felbermayr e Gademan reagiram muito bem e sustentaram as primeiras posições, enquanto a galesa Ella Lloyd (Rodin Motorsport) segurou o terceiro posto, defendendo sua melhor posição de largada na temporada.
Logo na primeira volta, o pelotão intermediário entrou em ebulição. Megan Bruce (Campos Racing) tentou superar Ava Dobson (Hitech), saindo do traçado e pressionando a adversária por três curvas consecutivas até consolidar a manobra. Mais à frente, Alisha Palmowski (Campos Racing) saltou muito bem do sétimo lugar, garantiu duas posições e tentou assumir o P4 ao mergulhar por dentro em uma curva, mas Rachel Robertson (Hitech) fechou a porta e defendeu o posto. Enquanto Felbermayr, Gademan, Lloyd e Robertson mantinham suas colocações originais, Alba Larsen (MP Motorsport) brilhava ao escalar quatro posições, Rafaela Ferreira (Campos Racing) ganhava um posto após largar de P14, e a pole position Bättig sofria o inverso, caindo duas colocações metros após a partida.
A partir da segunda volta, Bättig iniciou sua corrida de recuperação e se colocou lado a lado com Larsen para disputar o nono lugar, mas a pilota da MP Motorsport resistiu. Duas voltas mais tarde, a suíça da Hitech registrou três setores verdes para aumentar a pressão e, na quinta volta, ameaçou uma ultrapassagem por dentro; Larsen fechou a trajetória, forçando Bättig a recolher o carro. No mesmo momento, Ferreira perdia terreno no meio do pelotão para Natalia Granada (PREMA Racing). A insistência de Bättig deu resultado na sexta volta: aproveitando uma perna para a direita, ela forçou uma disputa roda a roda com Larsen, que acabou extrapolando os limites da linha branca com duas rodas e perdeu a posição. Em contrapartida, Ella Stevens enfrentava problemas, despencando quatro posições em relação à largada para figurar em P15.
Na oitava volta, Bättig seguiu com ritmo forte em P9 ao cravar 2:03.254, sendo mais rápida em todos os setores do que Dobson, a oitava colocada, reduzindo a distância para menos de meio segundo. Na volta seguinte, a tela de cronometragem destacava a batalha ferrenha pelo quarto lugar, com Palmowski pressionando Robertson a apenas 0.334s de diferença. Enquanto a direção de prova punia Payton Westcott (PREMA Racing) com acréscimo de 5 segundos por queima de largada, o asfalto britânico sediava o momento mais tenso da corrida. Dobson e Bruce iniciaram um duelo pelo sétimo lugar; Dobson efetuou a ultrapassagem, mas Bruce deu o troco na reta principal. As duas dividiram a curva 5 de forma agressiva, chegando a tocar rodas. Dobson levou a melhor no duelo e o entrevero permitiu que Bättig se aproximasse rapidamente, superando Bruce para herdar o oitavo lugar.
Perto do final, na penúltima volta, Esmee Kosterman (Lego Racing) registrou a volta mais rápida da prova. Na liderança isolada, Emma Felbermayr cruzou a linha de chegada para garantir sua segunda vitória na temporada, acompanhada por Nina Gademan na segunda posição e Ella Lloyd completando o pódio em terceiro lugar.
A austríaca Emma Felbermayr detalhou como a estratégia traçada na largada foi fundamental para garantir a vitória e neutralizar o vácuo das adversárias nas longas retas do circuito britânico: “Tivemos uma boa largada e uma boa primeira volta. Era importante para mim tirar a Nina do reboque porque aqui há longas retas. Eu não tinha ninguém na minha frente, então a velocidade em linha reta pode ser bem diferente se você não tiver uma pilota na frente. Esse era o objetivo para a volta 1, e eu consegui. A Ella e a Nina estavam brigando um pouco, então isso me ajudou. Acho que encontramos um bom ritmo logo de cara na corrida, algo com que normalmente tenho um pouco de dificuldade, mas hoje conseguimos fazer isso muito bem.”
Felbermayr também destacou a importância do resultado para o campeonato e avaliou o desempenho do carro em comparação com o dia anterior: “Meu objetivo para a temporada sempre foi maximizar cada corrida, e consegui hoje. Comecei em P1, não dava para ir mais longe e foi tudo o que deu para extrair. Fiquei apenas um pouco fora do ponto da volta mais rápida. Esse resultado ajuda a diminuir um pouco a distância para a Alisha. Obviamente, amanhã será mais difícil largando de P8. Acho que na classificação eu simplesmente não consegui juntar as coisas; a pole definitivamente não estava disponível, mas o P3 teria sido possível olhando todos os meus setores. O ritmo estava lá ontem, eu só não conseguia mostrar direito, mas apareceu hoje. No meio da corrida, perdemos um pouco de ritmo em relação à Nina, mas as duas últimas voltas foram muito fortes. Estou me sentindo bem, definitivamente melhor do que ontem.”
Resiliência e vitória em casa: Alisha Palmowski domina Corrida Principal em Silverstone
A corrida principal da F1 Academy em Silverstone entregou toda a emoção e o drama esperados de um encerramento de etapa. Largando da pole position, a estreante e sensação do fim de semana Chiara Bättig (Hitech) não conseguiu segurar o forte a sede de vitória da britânica Alisha Palmowski (Campos Racing), que pulou muito bem na largada e assumiu a liderança antes mesmo da primeira curva.
Atrás das líderes, o pelotão se desenhou de forma agressiva. Rachel Robertson (Hitech) convergiu para o centro da pista logo após a partida, ganhando posições e subindo para terceiro. Contudo, a galesa Ella Lloyd (Rodin Motorsport) colocou seu carro lado a lado com Robertson e, beneficiada pela trajetória interna da curva seguinte, consolidou a ultrapassagem para assumir o terceiro lugar.
Aproveitando o embalo, Emma Felbermayr (Rodin Motorsport) também superou Robertson para figurar em quarto, enquanto Lisa Billard (ART Grand Prix) despencava 15 posições após se envolver em um incidente que gerou uma rápida bandeira amarela no início. Mais atrás, Nina Gademan (MP Motorsport) encontrou espaço por dentro na curva seguinte para ultrapassar Robertson e assumir a quinta colocação, enquanto a brasileira Rafaela Ferreira (Campos Racing) ganhava duas posições em relação ao seu P14 de largada.
Na abertura da segunda volta, a disputa esquentou entre Ella Stevens e Rafaela Ferreira na reta principal. Ferreira, que vinha logo à frente, convergiu para a direita e se aproximou excessivamente de Stevens. Os carros tocaram rodas de forma violenta: a brasileira rodou na pista e teve a roda traseira direita arrancada, conseguindo arrastar o carro até o box. Stevens, por sua vez, teve a suspensão dianteira direita quebrada e parou na área de escape. Com os dois carros fora de combate, a bandeira amarela foi acionada e o Safety Car entrou na pista. Após análise dos comissários, Ferreira foi considerada culpada pelo acidente e recebeu uma penalização de cinco posições no grid para a próxima etapa do campeonato.
O Safety Car recolheu na abertura da volta 4. Com pista limpa, Chiara Bättig anotou a volta mais rápida da prova no giro seguinte, mantendo a pressão sobre a líder Palmowski. Logo atrás, a disputa pelo pódio pegou fogo. Felbermayr atacou Lloyd por dentro em uma curva para a direita; as duas dividiram o espaço lado a lado, mas a galesa conseguiu se defender.
Insistente, a austríaca repetiu a manobra na curva seguinte — desta vez para a esquerda, a seu favor. Sob pressão e sem espaço na pista, Lloyd acabou espalhando para fora do traçado e perdeu a posição. Atenta ao movimento, Gademan pegou a esteira do ataque para ultrapassar Lloyd também, jogando a galesa para o quinto posto.
Na volta 6, Natalia Granada (PREMA Racing) mergulhou por dentro na primeira curva para superar Alba Larsen (MP Motorsport) e assumir a oitava posição. Paralelamente, os comissários investigavam infrações cometidas sob regime de Safety Car. Esmee Kosterman (Lego Racing) foi punida com o acréscimo de 5 segundos em seu tempo final.
Larsen voltou a sofrer na prova ao escapar da linha branca e passar pela brita, despencando de P9 para P16, embora tenha iniciado uma rápida recuperação até o 11º lugar. O replay da transmissão revelou que, durante o procedimento de final de Safety Car — momento em que as regras proíbem acelerações bruscas, frenagens ou zigue-zagues assim que as luzes do carro de segurança se apagam —, Megan Bruce (Campos Racing) colidiu na traseira de Larsen, danificando o bico de seu monoposto. Larsen ainda recebeu uma bandeira preta e branca por desobedecer às ordens e fazer zigue-zague sob a neutralização.
Nas voltas finais, o público acompanhou uma intensa batalha tripla pelo nono lugar entre Bruce (P9), Payton Westcott (P10) e Larsen (P11), separadas por décimos de segundo. Na linha de chegada, Alisha Palmowski garantiu uma vitória incontestável em sua corrida de casa, com Chiara Bättig coroando um fim de semana irretocável em segundo e Emma Felbermayr completando o pódio em terceiro lugar.
TOP 3 DA CORRIDA PRINCIPAL – SILVERSTONE
- Alisha Palmowski (Campos) – 28:55.866
- Chiara Bättig (Hitech) – +0.619
- Emma Felbermayr (Rodin Motorsport) – +9.174
Emocionada com o triunfo diante de sua torcida, a britânica Alisha Palmowski revelou que o resultado superou todas as expectativas iniciais, dadas as dificuldades de acerto enfrentadas na sexta-feira: “É incrível. Este fim de semana foi um grande desafio para nós como equipe e para mim pessoalmente. Para ser sincera, eu simplesmente não tinha confiança no carro, especialmente no começo. Foi um milagre termos classificado em P2 por causa das dificuldades que tivemos. A equipe trabalhou muito. Demos um passo tão grande nos últimos 12 meses que, em cada volta que fiz no fim de semana, parecia melhorar e eu ganhava cada vez mais confiança.”
Consciente das características de Silverstone, a líder do campeonato explicou que a preparação mental para a largada foi a chave para o sucesso na corrida de domingo: “É muito difícil seguir e ultrapassar neste circuito, como vimos ontem na corrida do grid invertido, então eu sabia que a largada era crucial. Pratiquei várias vezes, basicamente treinava o procedimento de largada enquanto dormia, mas consegui acertar e pular bem quando as luzes se apagaram. A Chiara manteve a pressão o tempo todo. Ela não me deixou respirar, então parabéns para ela também. Claro, é meu Grand Prix de casa e eu realmente queria esse troféu, queria muito levar a vitória para casa. Da mesma forma, o principal objetivo sempre foi manter ou, melhor ainda, ampliar a vantagem na classificação, o que conseguimos fazer. Na verdade, já fizemos os dois, então isso é só a cereja do bolo.”
