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Fórmula 1

Dez fatos sobre a temporada – ou parte dela

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Passadas doze corridas, com uma margem interessante para análise, posso concluir dez coisas sobre ela:

 

  1. Verstappen será bicampeão mundial. É rápido, talentoso, tem uma equipe focada no seu sucesso e ganhou a maturidade necessária para ser um piloto de ponta. O título de 2021 tirou um piano das suas costas. Com um foguete em mãos que é o RB18 e contando com as trapalhadas de Leclerc e Ferrari, só um milagre tira a sua segunda estrela – milagres na Fórmula 1 praticamente inexistem.

 

  1. Leclerc é um piloto de ponta, mas precisa passar pelo batismo de fogo ao disputar um título mundial. O erro na França e a reação ao sair do carro entregam tudo: brigar pelo campeonato é um peso que ele não está acostumado. Some isso às trapalhadas da Ferrari que custaram ao monegasco pontos importantes. 2022 já era. Mas não condenem o rapaz agora. Ele é bom e será campeão no futuro.

 

  1. Aquela narrativa tosca da Red Bull podar Perez para beneficiar Verstappen perdeu a lógica definitivamente. O mexicano não andou bem em momento algum na França, fez uma péssima largada e conseguiu perder o pódio para Russell com uma Mercedes bem inferior. Ele é bom piloto, mas longe do nível do companheiro. Os haters do holandês precisam arrumar outra desculpa.

 

  1. A Red Bull tem mais carro que a Ferrari, mas a diferença não é significativa.

 

  1. Basta a Mercedes entregar um carro decente a Hamilton e ele volta para as cabeças. O W13 está longe de ser um primor – o começo da temporada mostrou isso. Mas as atualizações potencializaram seu desempenho, com tal ganho suficiente para o heptacampeão retornar ao seu devido lugar. Hamilton é gênio, dos maiores que o automobilismo já viu. Com uma máquina decente nas mãos, ele vai longe.

 

  1. Riccardo é o Alesi da F1 contemporânea: gente boa, primor de simpatia, mas superestimado demais. Vive de 2014, quando superou na Red Bull um Vettel com a cabeça na Ferrari. Norris não tem a menor dificuldade em superá-lo na McLaren. Já não espero muita coisa dele.

 

  1. Quem diz que Mick Schumacher está na F1 apenas pelo sobrenome está acompanhando outra categoria. Ele teve um período difícil de adaptação, mas isso é comum na sua carreira. Após entender esse carro da Haas, começou a pontuar e mostrar muito potencial. Mick vai longe na carreira.

 

  1. Alonso demonstra em 2022 o que sempre disse sobre ele: é um piloto de talento e velocidade naturais absurdas, mas as péssimas escolhas na carreira alijaram maiores conquistas. Com uma Alpine distante do pelotão de cima, ele vem andando bem e anotou o segundo tempo no Canadá – aquele qualy debaixo de muita chuva. Uma pena que o Príncipe das Astúrias tenha apenas dois títulos mundiais.

 

  1. Enquanto Lawrence Stroll permanecer com uma ingerência absurda na Aston Martin, a escuderia britânica continuará no final do grid. Quem viu a Racing Point nem acredita que uma equipe é embrião da outra.

 

  1. A Williams é de dar pena. Quem viu aquela equipe dos anos 80 e 90 no topo com os títulos de Piquet, Mansell, Prost, Hill e Villenueve e vê um time capenga nas últimas posições, chora copiosamente. Triste.
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