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DE VOLTA AO TOPO: Marcus Ericsson impressiona e vence a corrida inaugural nas ruas de Markham

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Depois de 63 corridas, Ericsson vence a corrida inaugural em Markham; Grosjean e Power completam o pódio

A primeira corrida da história nas ruas de Markham viu um carro que não cruzava a linha de chegada na frente há anos: Marcus Ericsson se consagrou como o primeiro vencedor do GP de Markham nesse domingo (16). Nos outros andares do pódio, estiveram Romain Grosjean, piloto da Dale Coyne, e Will Power, companheiro de equipe do vencedor.

Assim como o esperado, a corrida no Canadá foi marcada por muits contatos, batidas com o muro e, consequentemente, muitas aparições de bandeiras amarelas. Portanto, foi possível ver a maioria das equipes e pilotos apostando em estratégias que rodeavam essas interrupções na sessão, fazendo paradas de troca de pneus e reabastecimento quando o ritmo da corrida diminuía.

Estratégia alternativa que garantiu a vitória

Ericsson teve um final de semana constante, visto que se classificou na segunda fila para a corrida. Depois da parada dos pilotos que estavam a sua frente, o sueco mostrou o ritmo do carro #28 da Andretti Global ao se aproximar muito do líder, Louis Foster. Portanto, foram nas relargadas que Ericsson brilhou, garantindo sua vitória. Depois da sua última parada, voltou em quarto, e escalou posições em pista até o primeiro lugar. A primeira posição foi conquistada com apenas cinco voltas para a bandeira quadriculada.

Além de ser o carro mais rápido em pista durante a sessão, a estatégia da Andretti foi a grande protagonista para essa vitória. Muitas bandeiras amarelas estivera, em pista e, diferente de muitos pilotos, a equipe de Ericsson escolheu ficar na pista enquanto os demais competidores aproveitavam o safety car. A velocidade de seu Andretti também colaborou, visto que o sueco conseguiu realizar muitas ultrapassagens em pista. Essa vitória marca sua volta para o lugar mais alto do pódio depois de 63 corridas, ou seja, três anos.

“Foi tempo o suficiente”, comentou Ericsson. “Não é uma grande surpresa. Tivemos um ano tão bom. Estivemos trabalhando duro todo final de semana, ficando mais e mais forte, classificando na frente todo final de semana. Até podemos não ter tido os resultados que merecemos todo final de semana, mas eu realmente acho que merecemos isso hoje”.

O piloto ainda explicou como a estratégia de não entrar nos pits ao fim da corrida foi uma aposta que funcionou. “Nós éramos o carro mais rápido o dia todo, pensei. Obviamente, tiveram muitas amarelas, então tivemos que ficar fora dos pits por mais tempo no final. Eu queria mostrar o ritmo e abrir um intervalo, então apostamos en não entrar. Eu tinha o ritmo e estávamos fazendo voltar muito rápidas. Foi um grande trabalho chegar até os líderes”.

Uma quase primeira vitória

Romain Grosjean, que retornou para a IndyCar esse ano, teve sua melhor finalização da temporada durante a corrida em Markham, onde subiu no pódio em segundo lugar. Por mais que tenha se classificado em 13°, a primeira bandeira amarela fez com que ele escalasse diversas posições em pista, o colocando dentro do top três antes da metade da prova.

O piloto da Dale Coyne Racing assumiu a liderança da corrida depois que o líder provisório, Nolan Siegel, fez sua parada. O carro #18 segurou a relargada durante boa parte da prova, onde ele e a equipe realizaram uma estratégia que o manteve na ponta do pelotão. Porém, a vitória escapou de suas mãos perto do fim da corrida, onde uma ultrapassagem na reta o garantiu o segundo lugar em Markham.

“Fizemos tudo que podíamos”, disse Grosjean. Eu queria manter o Palou em segundo lugar, eu sabia que com aquele intervalo eu estava seguro. Mas então Ericsson chegou… Infelizmente esse não foi o nosso dia, mas vamos para a próxima”.

Do fundo para o pódio: a escalada de Power

O final de semana em Markham não começou bem para Will Power, visto que ele se classificou em último após um erro em pista. Portanto, o australiano provou o ritmo forte da Andretti na prova e escalou quase o pelotão inteiro, finalizando a corrida no último lugar do pódio.

A escalada de Power foi discreta, subindo mais e mais na tabela com ultrapassagens e chamadas de estratégia que o favoreceram diante do pelotão. Mesmo com alguns erros e contatos em pista, como o pequeno encontro com a asa traseira de Rossi (que não deixou consequências), Power provou que a Andretti tinha uma grande vantagem nesse fim de semana ao finalizar a corrida em terceiro.

“Foi um dia ótimo. Boas relargadas”, disse Power. “Pensei que podíamos usar as amarelas ao nosso favor. Fiquei bravo comigo mesmo depois da classificação, e fico feliz que posso retribuir o trabalho da equipe com um pódio. Marcus fez um trabalho espetacular. Muito bom dia”.

O final de semana quase perfeito

Louis Foster, titular do carro #45 da Rahal Letterman Lanigann Racing, era um dos grandes nomes para a corrida nesse domingo. Após se classificar em primeiro, o britânico manteve a liderança nas primeiras voltas, abrindo uma vantagem competitiva na ponta. Mesmo depois das paradas, Foster se manteve constante na frente, com uma pequena perda de desempenho perto da metade da prova.

Porém, foi na segunda metade da prova que o final de semana perfeito chegou ao fim. Depois de bater com a roda dianteira em uma entrada da curva, quebrou a suspensão e levou ao carro de encontro com o muro. Isso o tirou da prova, apagando a esperança da sua primeira vitória na carreira da IndyCar, mesmo que ele fose um grande nome para levar o troféu para casa.

“Estou frustrado, eu estava muito rápido”, comentou Foster. “Foi só um toque no muro, e acho que por isso que estavam reclamando tanto das paredes. Foi um grande azar, visto que estávamos muito fortes hoje”.

Nem todas as Andrettis tiveram o dia que gostariam

Por mais que dois dos três carros da Andretti finalizassem a corrida no pódio, Kyle Kirkwood não teve o resultado parecido com os companheiros de equipe. Sua corrida vinha sendo constante, onde estava dentro do top 10 durante grande parte da corrida, mostrando o ritmo constante da equipe. A equipe e o piloto esperavam finalizar a corrida o mais perto do primeiro lugar possível, visto que Kirkwood ainda está na batalha pelo vice-campeonato.

Portanto, as coisas saíram dos planos na metade da corrida, onde ele precisou abandonar a corrida. Assim como Foster, Kirkwood encostou um de seus pneus no muro na entrada de uma das curvas, batendo contra a parede contrária na saída da curva. Isso fez com que ele quebrasse a asa dianteira e a suspensão do carro, o tirando da corrida.

“Essa foi culpa minha. O stint até metade da prova foi muito bom”, admitiu o piloto. “Os carros da Andretti estão na frente, então fico feliz pela equipe. Isso foi culpa minha, e eu devo desculpas para todos na equipe. Power e Ericsson fizeram um ótimo trabalho, e eles estão onde deveríamos estar”.

O campeonato pesa mais que um pódio

Líder do campeonato, Alex Palou, teve um sábado diferente do esperado: pela primeira vez desde 2024, se classificou fora do top 10. Por mais que essa pista seja de difícil ultrapassagem, o espanhol conseguiu escalar posições durante a prova, finalizando a corrida em quarto.

Se beneficiando de relargadas e erros dos competidores em pista, o titular do carro #10 da Chip Ganassi Racing esteve perto de liderar a corrida nas voltas finais, mesmo depois das posições perdidas em uma das relargadas por conta de performance pessoal. Portanto, assim que Ericsson se aproximou do espanhol, ele quase “deixou Ericsson passar”. Espectadores discutem que o espanhol priorizou se manter seguro e garantir pontos no campeonato do que lutar por uma vitória perigosa, levando em consideração a quantidade de acidentes que já tinham acontecido.

Caos nas ruas de Markham

O grande destaque da corrida inédita em Markham foi a quantidade de bandeiras amarelas e relargadas, em que aconteceram uma atrás da outra durante uma seção da corrida. Contando com os acidentes de Foster e Kirkwood, a prova no Canadá teve seis bandeiras amarelas.

A primeira delas veio ainda no início da corrida, ainda na volta 15. Schumacher, um dos estreantes na categoria, travou os pneus e perdeu a entrada de uma das curvas. Com isso, o titular do carro #47 da Rahal Letterman Lanigan foi o primeiro de sete pilotos a abandonar a prova.

Um dos protagonistas da corrida não foi um piloto, mas sim um lugar: a curva 5, o hairpin que causou diversas confusões. Dentre elas, a maior envolveu diversos pilotos, problemas com o safety car e punições. Sting Ray Robb bateu em Marcus Armstrong na saída da curva. Robb conseguiu voltar para a pista, mas Armstrong, que estava com o carro parado na contra-mão, acionou a bandeira amarela por não conseguir sair dali. Portanto, na volta seguinte, o piloto avançou com o carro para frente, atrapalhando o safety car e todo o pelotão que vinha atrás: Veekay e McLaughlin, por exemplo, ficaram parados no meio da curva, aumentando o risco para os pilotos que vinham atrás. No final, nenhum piloto saiu da corrida depois esse incidente, mas Armstrong recebeu uma punição de stop and hold por atrapalhar o safety car e desobedecer as ordens de um dos oficiais.

Pouco tempo depois dessa relargada, Dennis Hauger encostou em Scott Dixon, que rodou em pista e levou Rasmussen para o muro. O único que precisou abandonar a sessão foi Rasmussen, que não teve envolvimento com o acidente: estava apenas no lugar errado, na hora errada. Dixon e Hauger conseguiram voltar para a prova.

A última amarela da tarde veio graças a um contato entre Newgarden e Siegel. Ainda durante a relargada anterior, na temida curva 5, Siegel encosta na Penske de Newgarden, que roda rapidamente. Ambos os pilotos voltam para a prova, mas o piloto da Arrow McLaren toma uma punição de drive through por contato evitável.

Além disso, houveram pequenos contatos entre pilotos que não causaram amarelas, como, por exemplo, o toque entre Rossi e Palou, que causou um furo no pneu de Rossi. Ele conseguiu levar o carro para os boxes e trocar os pneus, não interrompendo a prova.

Felix Rosenqvist também não finalizou a corrida em Markham por conta de um problema mecânico. Depois de ser avisado de um problema no armazenamento de combistível no carro #60 da Meyer Shank Racing, o sueco entrou nos pits e finalizou sua corrida.

Rookies

Para os rookies da IndyCar, a corrida em Markham foi uma prova para esquecer. Mesmo os que finalizaram na pista tiveram algo a se queixar, em diferentes aspectos.

Caio Collet, representante brasileiro na categoria, teve uma sessão turbulenta desde o início. Já na largada, teve um contato com Felix Rosenqvist, causando um furo de pneu, que fez com que ele caísse para a última posição. Quando demorou mais de uma volta para voltar para a pista, assumiu-se que havia mais algum problema no carro #4 da A. J. Foyt, fazendo com que, a princípio, Caio abandonasse a corrida. Portanto, depois do abandono de Schumacher, a equipe consegue acertar o carro, fazendo com que Collet voltasse para a corrida na volta 24 para acumular alguns pontos na disputa com Schumacher. Com isso, o brasileiro termina a prova em 19°, mesma posição em que se classificou.

O melhor entre os três estreantes foi Dennis Hauger, apesar de todos os problemas com ritmo que apresentou em pista. No início da corrida, segurou o pelotão do meio atrás de si, o que marcou uma grande diferença com o quarto colocado a frente. Mesmo perdendo posições nas relargadas e tendo uma corrida marcada por contatos em pista e falta de ritmo, Hauger conseguiu levar o carro #19 da Dale Coyne Racing para a 15° posição, caindo 10 posições de onde tinha se classificado.

Schumacher, diferente dos demais entreantes, foi o que menos correu. Por mais que tenha perdido algumas posições na largada, sua corrida chegou a um fim precoce quando bateu no início da corrida por conta de um erro próprio. O estreante alemão não finalizou a sessão.

TOP 10

1- Marcus Ericsson #28 (Andretti Global)
2- Romain Grosjean #18 (Dale Coyne Racing)
3- Will Power #26 (Andretti Global)
4- Alex Palou #10 (Chip Ganassi Racing)
5- Pato O’Ward #5 (Arrow McLaren)
6- Christian Lundgaard #7 (Arrow McLaren)
7- Rinus Veekay #76 (Juncos Hollinger Racing)
8- Scott McLaughlin #3 (Team Penske)
9- Graham Rahal #15 (Rahal Letterman Lanigan)
10- Santino Ferrucci #14 (A. J. Foyt)

Campeonato de pilotos após Markham

O campeonato não teve grandes movimentações na frente, apenas uma relevante: Felix Rosenqvist, depois do abandono, caiu duas posições na tabela.

Alex Palou está com o campeonato quase garantido, com uma vantagem competitiva na frente. A briga ativa fica entre o segundo e quinto colocado, que estão em uma disputa ativa para o vice-campeonato.

1- Alex Palou #10 – 542 (=)
2- Kyle Kirkwood #27 – 409 (-133)
3- David Malukas #12 – 405 (-137)
4- Christian Lundgaard #7 – 403 (-139)
5- Pato O’Ward #5 – 385 (-157)
6- Josef Newgarden #2 – 352 (-190) ↑1
7- Scott McLaughlin #3 – 345 (-197) ↑2
8- Felix Rosenqvist #60 – 344 (-198) ↓2

Os carros da IndyCar voltam para a pista no próximo final de semana, para mais uma corrida inédita: o Freedom 250, corrida nas ruas de Washington D.C. A corrida está marcada para domingo (23), com a largada marcada para o 12:30 (horário de Brasília). A transmissão no Brasil fica por conta da Band, ESPN 4 e Disney+ com assinatura premium.

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