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Fórmula E

Caos, toques e bandeira vermelha: Dennis vence eP marcado por múltiplos incidentes

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Dennis
Foto: Alastair Staley/Imagens LAT

Prova no Anhembi tem sequência de batidas, disputas duras, safety car e forte acidente envolvendo Pepe Martí

O eP de São Paulo entregou uma das provas mais caóticas da história recente da Fórmula E. Entre toques, penalidades, disputas roda a roda e um acidente impressionante que ocasionou bandeira vermelha, Jake Dennis saiu do tumulto para garantir a vitória no Sambódromo do Anhembi, acompanhado no pódio por Oliver Rowland e Nick Cassidy.

A corrida começou quente. Logo na primeira volta, Nyck de Vries e Edoardo Mortara se tocaram, saindo da pista, enquanto Dan Ticktum também escapou e caiu para a última posição. Com o pelotão embaralhado, Pascal Wehrlein aproveitou o momento para subir ao segundo lugar, e Ticktum precisou recolher aos boxes. Na volta seguinte, o alemão confirmou o bom ritmo e assumiu a liderança.

No meio do caos, Oliver Rowland partiu para cima, ultrapassando Taylor Barnard e Nico Müller, que disputavam posições. O britânico seguiu pressionando e travou duelo intenso com Barnard na segunda volta, mostrando desde cedo que seria um fator na disputa pela vitória. Mortara, entretanto, recebeu punição de 5 segundos por não seguir procedimentos da direção de prova, comprometendo sua corrida.

A primeira ativação do Modo Ataque ocorreu na volta 3, pouco antes de um incidente entre Sébastien Buemi e Muller. De Vries foi aos boxes para trocar pneus após danos no toque inicial, enquanto Jean-Éric Vergne superava Wehrlein e colocava a DS Penske na briga. Com isso, Rowland assumiu a liderança pouco depois.

A prova seguiu extremamente dinâmica. Na volta 11, Lucas di Grassi recebeu bandeira preta e branca por direção errática. Com uma sequência de ativações do Modo Ataque, Norman Nato chegou à liderança, seguido por Mortara e António Félix da Costa. Por pouco tempo: na reta do sambódromo, Wehrlein retomou a ponta, enquanto Mortara e Nato se tocaram na sequência.

O caos seguiu aumentando. Dennis ultrapassou Wehrlein, Nato despencou após novo toque — desta vez com Rowland — e foi aos boxes trocar pneus. Nico Müller herdou a liderança, mas sua posição seria temporária. Rowland e Mitch Evans passaram a ser investigados por um possível contato, que depois rendeu apenas reprimenda ao piloto da Nissan.

A corrida ganhou nova reviravolta na volta 22, com bandeira amarela na curva 1 após Nato parar na pista. Logo em seguida, Ticktum abandonou a prova. A direção de prova acionou o safety car após nova bandeira amarela na curva 4. Pouco depois, Mortara bateu forte após disputa dura com Lucas di Grassi — ambos se tocaram, e o suíço acabou no muro.

Na volta 26 veio a relargada, mas o caos não terminou aí: Mitch Evans perdeu o controle e bateu na barreira de pneus na curva 10. Segundos depois, um dos acidentes mais fortes da história da Fórmula E: Pepe Martí decolou sobre os carros de Nico Müller e António Félix da Costa, capotou violentamente e teve início de incêndio no carro, causando bandeira vermelha imediata. Apesar da gravidade da batida, o piloto espanhol estava consciente ao receber atendimento.

Após longa paralisação, os carros voltaram à pista para a relargada final. No sprint decisivo, Dennis manteve o controle, Rowland segurou o segundo lugar e Cassidy garantiu o terceiro posto, encerrando uma prova marcada por tensão, acidentes e nível elevado de imprevisibilidade — exatamente como São Paulo vem se consolidando no calendário da Fórmula E.

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