WEC
Bamber assume liderança no COTA após neutralização mexer com estratégias
Cadillac #38 passa a comandar a Lone Star Le Mans na metade da prova, enquanto VSC altera estratégias e recoloca Ferrari #51 na disputa
Earl Bamber assumiu a liderança da Lone Star Le Mans na metade da corrida no Circuito das Américas. O piloto conduz o Cadillac V-Series.R #38, da Hertz Team JOTA, e passou a comandar a quinta etapa do Campeonato Mundial de Endurance da FIA após uma neutralização que modificou o cenário entre os principais carros.
Um Virtual Safety Car foi acionado para permitir a retirada de detritos da pista. A neutralização aconteceu quando restavam 3 horas e 13 minutos para o encerramento das seis horas de prova e, cerca de dez minutos depois, evoluiu para um período de Safety Car.
O momento teve impacto direto sobre as estratégias dos Hypercars. Os principais carros haviam adotado planos diferentes durante as primeiras paradas e, além disso, alguns deles enfrentaram problemas ao longo da prova. Dessa forma, a neutralização reorganizou a disputa pela liderança.
Cadillac assume a ponta em meio à mudança de estratégias
Bamber apareceu na primeira posição quando a corrida chegou à metade. O Cadillac #38 ficou à frente do Alpine A424 #35, que tinha Antonio Felix da Costa ao volante, enquanto Tom Gamble colocou o Aston Martin Valkyrie #007 da Heart of Racing na terceira posição.
A posição de Da Costa foi favorecida por uma penalidade aplicada a Charles Milesi durante a segunda hora. O piloto do Alpine #35 recebeu cinco segundos de punição por uma infração relacionada ao pit lane, o que contribuiu para a mudança na ordem entre os dois carros da equipe.
Nyck de Vries ocupava a quarta colocação com o Toyota #7. Jules Gounon completava os cinco primeiros com o Alpine #36, deixando cinco fabricantes e equipes diferentes em uma disputa concentrada nas primeiras posições.
A neutralização também devolveu à briga um carro que havia perdido terreno durante a prova. O Ferrari 499P #51 da AF Corse, que largou da pole position, conseguiu se aproximar novamente dos líderes depois de enfrentar um problema durante uma parada nos boxes.
Ferrari #51 perde tempo nos boxes
James Calado enfrentou um contratempo durante a terceira hora, quando a Ferrari #51 não conseguiu religar o motor ao deixar os boxes. O problema fez o britânico permanecer parado por mais de 30 segundos e comprometeu a posição do carro na disputa pela liderança.
Com a perda de tempo, Calado chegou à metade da corrida em sexto lugar. A neutralização, contudo, reduziu parte da diferença construída pelos concorrentes e recolocou a Ferrari entre os carros que disputavam as primeiras posições.
Antonio Fuoco vinha logo atrás com a Ferrari #50, ocupando a sétima colocação. Brendon Hartley completava o grupo com o Toyota #8, que também havia adotado uma estratégia diferente durante as primeiras horas.
A situação explica parte da importância do VSC para a classificação naquele momento. Ferrari e Toyota haviam seguido planos alternativos, enquanto Cadillac e outros concorrentes também passaram por diferentes sequências de paradas. A neutralização, portanto, aproximou carros que estavam em situações distintas.
Molina liderou durante a segunda hora
Antes de Bamber assumir a liderança, Miguel Molina chegou a comandar a corrida durante a segunda hora. A ponta mudou de mãos conforme os carros realizaram suas primeiras paradas e passaram a seguir estratégias diferentes.
Toyota, Ferrari e Cadillac chegaram a dividir a liderança em momentos distintos. A ordem na pista, portanto, não representava necessariamente a estratégia definitiva de cada equipe, já que os carros estavam em ciclos diferentes de pit stops.
Esse cenário começou a mudar quando as paradas foram se alinhando. Ainda assim, a chegada da neutralização acrescentou um novo elemento à disputa e permitiu que carros que haviam perdido tempo recuperassem terreno.
O Cadillac #38 conseguiu aproveitar esse contexto para chegar à metade da prova na frente. Bamber passou a controlar a corrida com o Alpine #35 de Da Costa logo atrás e o Aston Martin #007 de Gamble em terceiro.
Zach Robichon lidera LMGT3
Na LMGT3, a liderança também estava nas mãos da Heart of Racing. Zach Robichon conduzia o Aston Martin Vantage GT3 Evo #27 e aparecia na primeira posição da categoria na metade da corrida.
Ayhancan Guven ocupava o segundo lugar com o Porsche 911 GT3 R Evo #91, da Manthey. Seb Priaulx completava o grupo dos três primeiros com o Ford Mustang GT3 EVO #77 da Proton Competition.
Eduardo Barrichello, que havia conquistado a pole position da LMGT3 com o Aston Martin #23, estava em quarto. O brasileiro permanecia próximo dos líderes enquanto as condições do céu ameaçavam novas mudanças no cenário da prova.
A disputa na classe também vinha sendo afetada por problemas mecânicos e incidentes. O desgaste acumulado nas primeiras horas fez com que alguns carros precisassem abandonar temporariamente a disputa pela liderança para realizar reparos.
Porsche #92 perde seis voltas com problema
Um dos principais afetados foi o Porsche #92 da Manthey. Ricardo Pera desacelerou na pista quando a corrida chegou à marca de duas horas após enfrentar problemas de direção.
O carro precisou ser levado para a garagem para os reparos necessários. O tempo perdido chegou a seis voltas, afastando o Porsche da disputa pelas primeiras posições da LMGT3.
O problema representou mais uma perda para a equipe Manthey, que também tinha o Porsche #91 em uma posição competitiva. Enquanto Guven brigava pela liderança com o #91, o #92 de Pera enfrentava uma situação completamente diferente.
Na sequência, o Chevrolet Corvette Z06 GT3.R #34 da Racing Team Turkey, da TF Sport, também passou a enfrentar dificuldades. O carro tinha Peter Dempsey ao volante e era outro dos competidores envolvidos na disputa pelo campeonato.
Corrida chega à metade com cenário aberto
Com três horas restantes, a Lone Star Le Mans apresentava um cenário diferente daquele observado nas primeiras voltas. O Cadillac #38 havia assumido a liderança, enquanto Alpine e Aston Martin completavam as três primeiras posições dos Hypercars.
A Ferrari #51, que havia largado na pole, recuperava espaço após o problema durante a parada. O carro estava em sexto, à frente da Ferrari #50 e do Toyota #8, mantendo as duas marcas próximas da disputa.
Na LMGT3, o Aston Martin #27 liderava diante do Porsche #91 e do Ford #77. Barrichello permanecia em quarto com o Aston Martin #23, depois de iniciar a prova na primeira posição.
A neutralização provocada pelos detritos, portanto, teve papel importante na reorganização do pelotão. As estratégias que haviam criado diferenças durante as primeiras horas foram parcialmente comprimidas, deixando a disputa em aberto para a segunda metade da corrida.
Com metade da Lone Star Le Mans completada, Cadillac, Alpine, Aston Martin, Ferrari e Toyota seguiam envolvidos na batalha dos Hypercars. Na LMGT3, Heart of Racing e Manthey apareciam entre os protagonistas, enquanto os problemas já haviam alterado a situação de alguns dos candidatos ao campeonato.
