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24 hrs de Nurburgring

Wickens encara desafio do Nürburgring 24h

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Robert Wickens
Foto: Bryan Herta Autosport

Piloto canadense estreia no Green Hell com a Hyundai e busca evolução constante ao lado de companheiros experientes

Robert Wickens está vivendo uma curva de aprendizado intensa em sua estreia nas lendárias 24 Horas de Nürburgring. Inscrito no Hyundai Elantra N TCR nº 831, o piloto canadense enfrenta pela primeira vez os desafios do temido Nordschleife, conhecido como “Green Hell”, e relata estar absorvendo cada momento com intensidade.

A entrada de Wickens no evento acontece como parte de uma parceria entre a Target Competition e a Bryan Herta Autosport, equipe com a qual ele também compete no IMSA. Ao seu lado, três pilotos já familiarizados com a corrida: Mason Filippi, Michael Lewis e Bryson Morris — estes dois últimos, inclusive, fazem parte da formação atual campeã da classe TCR na prova, defendendo uma sequência de quatro vitórias consecutivas da Hyundai.

Mesmo com toda a bagagem de seus companheiros, Wickens admite que ainda está em fase de adaptação ao circuito. “Estou aprendendo a cada minuto”, afirmou o canadense à imprensa em Nürburgring. “Mesmo quando não estou no carro, só de observar os dados ou os tempos dos meus colegas, percebo o que é possível fazer. Aí preciso entender como replicar aquilo.”

Wickens conta com o apoio direto do carro irmão nº 830, que traz nomes experientes como Manuel Lauck, Marc Basseng e Christer Joens. A troca de informações entre as duas formações tem sido fundamental para sua evolução. “Estamos em sintonia. Não há segredos. É como se eu fizesse um milhão de perguntas aos outros pilotos sobre traçados, limites e estratégias”, comentou.

O canadense também destacou a importância de se preparar para os períodos noturnos da corrida. Na segunda sessão de qualificação, fez questão de guiar no momento mais escuro da noite para se familiarizar com as condições que, segundo ele, “podem decidir a prova”. O resultado foi positivo: três voltas limpas, sem interferências de bandeiras amarelas ou Código 60 — e seu melhor tempo até agora.

Para o desafio deste fim de semana, Wickens utiliza o mais recente sistema de direção manual da Bosch, adaptado às suas necessidades, similar ao usado no Corvette Z06 GT3.R com o qual compete nos Estados Unidos. Mesmo reconhecendo que ainda está distante do ritmo ideal, ele mantém os pés no chão. “Ainda estou alguns segundos atrás do que gostaria, mas é preciso entender qual é seu limite de conforto. O objetivo é entregar o carro inteiro para o próximo piloto e construir um stint sólido.”

Motivado e em constante evolução, Robert Wickens encara Nürburgring como mais do que uma corrida: uma verdadeira imersão no automobilismo de resistência. E, ao que tudo indica, está pronto para absorver tudo o que o “Inferno Verde” tem a ensinar.

 

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