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Dakar

Skyler Howes e Tosha Schareina brilham no Dakar 2025

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Howes
Foto: HRC

A segunda etapa do Rally Dakar 2025, marcada pela desafiadora prova de 48 horas, trouxe grandes emoções para a equipe Monster Energy Honda HRC. Os pilotos Skyler Howes e Tosha Schareina se destacaram, conquistando a segunda e a terceira posição, respectivamente, na especial que exigiu o máximo dos competidores.

Após um dia e uma noite no deserto, os pilotos da Honda CRF 450 RALLY retornaram à prova com determinação e foco. Howes, em especial, apresentou um desempenho excepcional, mostrando velocidade e habilidade de navegação na vastidão do deserto saudita. Com sua segunda posição na etapa, o norte-americano se aproximou da liderança da classificação geral, ficando a apenas 12 minutos e 36 segundos do australiano Daniel Sanders.

Tosha Schareina, por sua vez, utilizou toda sua experiência para superar os desafios da prova e garantir um lugar no pódio da etapa. O espanhol, que já havia demonstrado sua habilidade na primeira parte da especial, completou o desafio com sucesso e se consolidou entre os principais competidores da categoria.

Pablo Quintanilla também teve um bom desempenho, finalizando a etapa na oitava posição. O chileno destacou a dificuldade da prova, afirmando que foi um dos maiores desafios que enfrentou em suas 13 participações no Dakar.

Adrien Van Beveren, vencedor da etapa de 48 horas em 2024, iniciou o dia na oitava posição e finalizou na quarta, após sofrer uma penalidade de dois minutos. Ricky Brabec, último vencedor do Dakar, enfrentou problemas com o escapamento de sua moto e viu suas chances de vitória diminuírem.

A terceira etapa do Rally Dakar 2025 terá um percurso encurtado devido às condições climáticas adversas. Os pilotos da Monster Energy Honda HRC terão a oportunidade de se recuperar e buscar melhores resultados nas próximas etapas.

Com a segunda etapa, o Rally Dakar 2025 se mostrou mais uma vez uma prova extremamente desafiadora e imprevisível. A disputa pela vitória está cada vez mais acirrada, e os pilotos da Monster Energy Honda HRC demonstram ter o potencial para alcançar o topo do pódio.

Abre aspas

Pablo Quintanilla #7 – “Foi uma das etapas mais duras que já enfrentei. No primeiro dia precisamos andar muito tempo fora do caminho principal, alcancei os pilotos que vinham à frente, com Van Beveren entre eles, e até o fim rodamos em grupo. Na segunda parte fui o sétimo a largar, consegui novamente alcançar os líderes com cerca de 100 km, quando buscávamos um waypoint, e passamos a andar juntos. Honestamente o estágio foi muito duro e perigoso, é uma loucura a quantidade de poeira que peguei. Estou feliz por chegar sem nenhum problema, agora é descansar e me preparar para a próxima etapa”.

Ricky Brabec #9 – “Gostei do roteiro da etapa 48 Hours Chrono deste ano. Pena que danifiquei o escapamento com 150 km de prova e isso me limitou bastante, já que não conseguia superar os 130 km/h. Com a ponteira amassada e um furo no escape, pilotei preocupado neste segundo dia, pensando em chegar ao fim do percurso. Acho que essa fórmula de dois dias é um pouco desfavorável, já que basicamente tudo o que fiz de bom na primeira etapa foi pelo ralo, pois o que importa é como as coisas terminam na segunda etapa. Feliz por chegar ao acampamento, vamos cuidar da moto e buscarei atacar até o fim para chegar ao melhor resultado. Foram apenas duas etapas e ainda temos muita prova pela frente”.

 
Skyler Howes #10 – “O estágio 48 Hour Chrono foi muito difícil e fisicamente exigente. Os arbustos (erva de camelo) pelo caminho eram implacáveis, as pedras, a poeira, tudo foi muito duro. Vivemos bons momentos no acampamento alojados em barracas no meio do deserto, mas acredito não ter dormido mais que 30 minutos ao longo da noite. Terminei a etapa louco por um cochilo, mas feliz por completá-la e ser agora o vice-líder na classificação geral. Estamos apenas no terceiro dia e ainda há um longo percurso pela frente, mas estou ansioso por ele”. 

Adrien Van Beveren #42 – “Finalmente retornamos do estágio 48 Hour Chrono, que foi totalmente insano. Fiquei feliz com meu desempenho, fiz uma etapa forte mesmo andando à frente dos demais e me saí bem na navegação. O ritmo estava forte e procurei pilotar o melhor possível, mas certamente quem vinha atrás também estava atacando. Vejamos o que acontece nos próximos dias”.

Tosha Schareina #68 – “Não cometi grandes erros e também não caí, o que é muito bom para mim e para a moto. Essas 48 horas foram realmente pesadas, encaramos mais ou menos 300 km de dunas fofas, fiquei preso nelas umas três ou quatro vezes. Tentei atacar neste segundo dia após ser o primeiro a largar, mas nas dunas foi complicado andar nessa condição. Alguns pilotos me alcançaram e andamos juntos até o fim”.

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