Fórmula Indy
Scott Dixon vence o GP de Toronto e segue fazendo história na Indy
Nas ruas de Toronto, a Indy viu uma corrida movimentada com ultrapassagens arrojadas, toques polêmicos e um vencedor peso pesado da categoria. Scott Dixon triunfou no Canadá e colocou mais uma vitória em seu glorioso currículo, igualou a marca de Mário Andretti – 52 vitórias para cada – e se colocou na briga pelo título, mesmo com chances remotas.
A largada foi relativamente tranquila, com Colton Herta mantendo a dianteira – ele fez a pole position ontem. Dixon vinha logo atrás em um bom ritmo, nunca perdendo de vista o piloto da Andretti. A chance para o neozelandês dar o bote e assumir a liderança poderia aparecer na primeira janela de pit stops caso o undercut fosse bem estabelecido.
E aconteceu. Dixon parou uma volta antes de Herta, tendo a vantagem de estar com os pneus mais aquecidos – portanto, mais rápido que o adversário. Não deu outra: o hexacampeão realizou a ultrapassagem e assumiu a ponta da corrida. Mesmo com as bandeiras amarelas provocadas por toques entre pilotos e a posição de detritos dentro da pista, a vitória de Dixon não foi colocada em xeque em momento algum. Triunfo tranquilo no final.
O resultado foi importantíssimo para o piloto da Ganassi, que passou Pato O´Ward no campeonato. Restam sete corridas para o final e 44 pontos para o incansável Dixon conquistar o hepta. É um desafio e tanto, mas quem duvida de um dos maiores pilotos da história da Indy? Não é bom negócio apostar contra.
Ah, a Andretti…
Corrida na Indy parece ter algo certo: algum piloto da Andretti vai protagonizar um entrevero com alguém. No GP de Mid-Ohio, rusga doméstica com o toque entre Romain Grosjean e Alexander Rossi. Essa situação, aliás, deu o que falar após a corrida, com declarações fortes do piloto francês sobre o incidente.
Hoje, novos episódios desta saga nada positiva para a Andretti. Grosjean foi tocado por Will Power em uma manobra bastante contestável do australiano ao tentar ultrapassar quase por fora com pouquíssimo espaço disponível. Depois disso, ele fechou a porta para Jimmie Johnson, o que teve sim impacto direto no acidente entre Jhonson e Kyle Kirkwood.
Antes disso, na volta 45, uma tentativa de ultrapassagem no mínimo otimista de Felix Rosenqvist resultou em um toque e batida de Alexander Rossi. O surpreendente foi que parecia claro e cristalino que o piloto da McLaren provocou o abandono de Rossi pela batida, mas não sofreu punição alguma. Se os comissários da Fórmula 1 julgassem o incidente, o resultado seria outro.
Grosjean teve mais sorte que Rossi, é verdade. Mas a fase da Andretti com os seus pilotos é algo impressionante. Toques, batidas, entreveros internos… Além disso, a equipe angariou a fama de errar bastante nas estratégias e não saber lidar com crises internas provocadas pelos seus pilotos. O primeiro ponto é notável e Colton Herta está aí para provar. Não fosse os erros da equipe, ele estaria em uma situação bem melhor no campeonato.
Situação do campeonato
Marcus Ericsson fez uma boa corrida. O líder do campeonato chegou em quinto lugar e terminou na frente dos seus principais concorrentes pelo título. Não há a menor dúvida que o sueco faz uma grande temporada e guia com a frieza que se exige de um campeão. Nada mal para quem saiu chutado da F1 e dado como fracassado.
Alex Palou chegou em sexto, mantendo vivo o sonho do bicampeonato. Já Will Power chegou na décima quinta posição, sendo superado mais uma vez por Palou na ordem de chegada e vendo as chances de título diminuírem. Já Scott Dixon teve um final de semana dos sonhos, somou 53 pontos e se colocou de vez na briga pelo hepta.
A Fórmula Indy volta em dose dupla no GP de Iowa – serão duas corridas.
