IMSA
Risi Competizione termina a Petit Le Mans entre os cinco primeiros
A Risi Competizione terminou hoje a caótica 29ª edição anual da Motul Petit Le Mans, organizada pela International Motor Sport Association, na quinta posição na classe GTD Pro.
O desafiador dia começou com chuva que chegou pouco antes das atividades pré-corrida para a prova de 10 horas no circuito de Road Atlanta, nesta manhã, no norte da Geórgia. Felizmente, as nuvens de chuva se dissiparam para a largada da corrida, às 12h10 ET, embora os pilotos tenham precisado administrar uma pista molhada, mas em processo de secagem, nas primeiras voltas.
O piloto brasileiro da Risi Competizione responsável pela classificação e largada, Daniel Serra, que partiu da sétima posição do grid na classe GTD Pro, teve contato com um protótipo logo no início. Um carro da classe GTP tocou a traseira direita da Ferrari 296 GT3 EVO da Risi, provocando um pneu furado e obrigando-o a fazer uma parada nos boxes apenas 10 minutos após o início da corrida.
Serra passou o comando da Ferrari ao italiano Davide Rigon pouco depois de uma hora de corrida na Petit Le Mans. Rigon pilotou por quase uma hora e 45 minutos, até perto das 15h. O também italiano Alessandro Pier Guidi entrou na rotação como terceiro piloto e conduziu a Ferrari por um longo stint depois que a chuva retornou. Duas neutralizações com bandeira amarela em todo o circuito foram acionadas antes que a IMSA decidisse interromper a corrida com bandeira vermelha devido à presença de raios na região. Os carros permaneceram parados no pit lane, enquanto equipes e pilotos não podiam tocar em qualquer parte dos carros durante o período de quase 30 minutos de bandeira vermelha.
Rigon voltou a assumir o volante da Ferrari nº 62 após a marca de seis horas e enfrentou inúmeras neutralizações com bandeira amarela em todo o circuito, além de uma série de paradas programadas nos boxes.
Serra assumiu o volante para o stint final, com pouco menos de duas horas restantes, e levou a Ferrari até a bandeirada na quinta posição, depois que a equipe executou uma estratégia de combustível otimizada, chegando praticamente aos vapores na última volta.
Entre as condições noturnas escuras ao redor do circuito de 2,54 milhas, com iluminação limitada da pista, e os concorrentes acelerando forte, houve um número impressionante de neutralizações. A Petit Le Mans deste ano, inclusive, quebrou o recorde de maior número de neutralizações, com 16, superando as 14 registradas na edição de 2017 da corrida.
Daniel Serra registrou a volta mais rápida da equipe na corrida, com 1:20.614 na volta 292.
Declarações:
Davide Rigon, piloto, Ferrari 296 GT3 nº 62 da Risi Competizione:
“Meu primeiro stint foi razoável, embora tenhamos perdido algum tempo na parada nos boxes. (A equipe precisou fazer um pequeno ajuste na carroceria devido ao furo ocorrido anteriormente.) No tráfego, é muito, muito difícil brigar com os outros pela velocidade nas retas. O equilíbrio do carro está bom e é o mesmo dos outros. Porém, não consegui fazer nenhuma ultrapassagem. Na verdade, não há como ultrapassar. Se conseguirmos chegar à frente de alguma maneira, acho que podemos permanecer lá, mas não há como brigar com os outros neste momento.”
“Meu segundo stint foi, na verdade, limpo, mas o problema era que era impossível ultrapassar. Como dissemos antes, na verdade nunca estivemos realmente na corrida. A equipe fez um bom trabalho na estratégia. Tentamos arriscar um pouco no final. O P5 é um resultado excelente para o que tínhamos hoje. Demos tudo e nosso carro está de volta em segurança para retornar à oficina em Houston. Muitas outras equipes não tiveram a mesma sorte. Houve muita destruição por lá. O equilíbrio do carro estava bastante bom hoje, mas simplesmente estávamos perdendo muita velocidade nas retas.”
Daniel Serra, piloto, Ferrari 296 GT3 nº 62 da Risi Competizione:
“Acho que o P5 é mais do que esperávamos como resultado hoje. Foi bastante difícil brigar com os outros carros. Acho que tínhamos ritmo em termos de tempo de volta, mas, em termos de ultrapassagens, foi muito difícil brigar. Perdíamos muita velocidade nas retas. Então, a cada relargada, toda vez que tínhamos alguém próximo, era muito difícil mantê-lo atrás. De qualquer forma, economizamos bastante combustível e conseguimos terminar em P5.”
Alessandro Pier Guidi, piloto, Ferrari 296 GT3 nº 62 da Risi Competizione:
“Acho que foi, na verdade, uma das corridas mais frustrantes que já fiz na minha vida, na minha carreira. E provavelmente a menos prazerosa. Só sinto muito pelo Sr. Risi e por todos os caras que trabalharam duro para chegar aqui e não tiveram nenhuma possibilidade de sucesso desde o início da corrida, nenhuma possibilidade de ultrapassar. Éramos apenas passageiros, vendo os outros nos ultrapassarem nas retas. Como disse, sinto realmente muito por todos os caras.”
Rick Mayer, engenheiro de corrida, Ferrari 296 GT3 nº 62 da Risi Competizione:
“Acho que tínhamos um carro com bom comportamento. Os pilotos estavam satisfeitos com o equilíbrio. Infelizmente, simplesmente não éramos competitivos. Felizmente, conseguimos terminar à frente das outras Ferraris. Às vezes, quando você tem um carro não competitivo, um quinto lugar acaba parecendo uma vitória.”
O chefe de equipe Giuseppe Risi ainda não fez nenhum anúncio sobre a temporada de corridas de 2027.
Via Assessoria de Comunicação – Risi Competizione
