Stock Car
Lucas Kohl vê evolução da equipe e acredita em reação na segunda metade da Stock Car
Em entrevista durante a etapa do Velocitta, piloto analisou os desafios do circuito, relembrou oportunidades perdidas no início da temporada e afirmou que a equipe voltou a encontrar um caminho competitivo.
O Autódromo Velocitta, em Mogi Guaçu (SP), é conhecido por colocar à prova pilotos e equipes da Stock Car. Com um traçado que reúne curvas de alta, média e baixa velocidade, além de um asfalto abrasivo que exige muito dos pneus, o circuito costuma transformar estratégia e consistência em fatores decisivos para um bom resultado.
Foi justamente sobre esses desafios que Lucas Kohl falou durante entrevista concedida na sexta etapa da temporada. O piloto fez uma avaliação do comportamento do carro no circuito paulista, comentou a evolução do trabalho desenvolvido pela equipe ao longo do campeonato e demonstrou confiança para a sequência da temporada.
Velocitta desafia pilotos do início ao fim da volta
Para Lucas Kohl, um dos maiores diferenciais do Velocitta está na diversidade de características do traçado. Segundo ele, encontrar um acerto que funcione em todos os setores da pista é uma tarefa complexa.
“Eu acho a pista do Velocitta muito legal. Ela é bastante seletiva. Tem curvas de alta, média e baixa velocidade. Para a gente é difícil acertar o carro, porque sempre tem que fazer algum sacrifício. Não dá para ser bom em tudo.”
Essa necessidade de encontrar um equilíbrio faz com que equipes e pilotos trabalhem durante todo o fim de semana em busca da configuração mais eficiente. Além disso, Kohl destacou que o desgaste dos pneus se torna um dos principais fatores para definir o desempenho nas atividades de pista.
“É uma pista que já está com o asfalto bem abrasivo. Ela demanda muito dos pneus e cria bastante esse senso de estratégia, tanto na classificação quanto nas corridas.”
Na visão do piloto, a administração dos compostos começa ainda durante a tomada de tempos. Completar menos voltas na classificação pode representar uma vantagem importante para as fases seguintes e também para a corrida.
“Você quer dar o menor número de voltas possível na classificação para preservar os pneus e conseguir passar pelo Q1, Q2 e Q3. Depois, na corrida, a hora de parar também é muito importante.”
Lucas Kohl também chamou atenção para o terceiro setor do circuito, considerado por ele um dos pontos mais técnicos do traçado.
“É uma pista que, principalmente no setor três, exige bastante paciência.”
Primeira volta exige atenção máxima
As largadas no Velocitta também foram tema da entrevista. O piloto explicou que o trecho da primeira curva costuma reunir muitos carros disputando espaço ao mesmo tempo, aumentando o risco de acidentes.
Segundo Kohl, a posição de largada interfere diretamente na forma como cada piloto encara esse momento.
“Depende muito de onde você larga. Eu, por exemplo, estava largando em 21º. Quando a gente freia ali, tenta olhar sempre o mais para frente possível, mas os carros são grandes e é difícil enxergar.”
Mesmo com toda a preparação, o piloto reconhece que existem situações em que não há como evitar um incidente.
“É meio que estar no lugar certo na hora certa. Às vezes o pessoal bate na sua frente e você simplesmente não tem para onde escapar. O importante é estar esperto e olhando sempre o mais adiante possível.”
Para Lucas Kohl, a primeira volta representa uma das fases mais imprevisíveis da corrida. Por isso, além da velocidade, manter a calma e tomar decisões rápidas pode fazer toda a diferença para seguir na disputa.
Início da temporada deixou sensação de oportunidade perdida
Ao fazer um balanço da temporada, Lucas Kohl afirmou que os resultados obtidos nas primeiras etapas não refletem o potencial demonstrado pela equipe em pista. Na avaliação do piloto, problemas mecânicos impediram que o bom desempenho fosse transformado em pontos importantes.
“As duas primeiras etapas e Interlagos foram corridas em que a gente tinha condição de estar lá na frente.”
O piloto relembrou que a abertura do campeonato, disputada em Curvelo, foi comprometida por uma quebra de motor após um problema durante o pit stop. Em Cascavel, outra falha mecânica encerrou uma corrida em que o carro apresentava bom ritmo.
“Em Cascavel a gente vinha muito bem na corrida, mas tive uma quebra na caixa de direção.”
Interlagos também entrou na lista das oportunidades desperdiçadas.
“Tive uma quebra de motor no sábado e o problema continuou no domingo. Nosso carro era muito bom nessas pistas, mas a gente não conseguiu capitalizar.”
Segundo Kohl, depois desse início promissor, a equipe enfrentou etapas mais difíceis em Goiânia e Cuiabá. Ainda assim, o piloto acredita que o cenário começou a mudar no Velocitta.
Confiança para a segunda metade do campeonato
Apesar das dificuldades enfrentadas ao longo do primeiro semestre, Lucas Kohl acredita que a etapa disputada em Mogi Guaçu representa um ponto importante na evolução do trabalho da equipe.
Na visão do piloto, o desempenho apresentado no Velocitta mostra que o grupo voltou a encontrar um caminho competitivo para as próximas corridas.
“Depois a gente teve duas provas difíceis em Goiânia e Cuiabá, mas parece que a gente está se reencontrando aqui no Velocitta.”
O otimismo também aparece quando o assunto é a sequência da temporada. Kohl entende que ainda há espaço para evolução e acredita que o trabalho desenvolvido até aqui poderá render resultados mais consistentes nas próximas etapas.
“Estou bem animado para essa segunda metade do campeonato.”
Com uma análise sincera sobre os desafios enfrentados e os avanços conquistados ao longo do ano, Lucas Kohl encerra a etapa do Velocitta olhando para frente. O foco agora é transformar a evolução percebida dentro da equipe em resultados concretos e consolidar uma trajetória de crescimento na reta final da temporada da Stock Car.
