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Gottfried Grasser contesta desclassificação de Bortolotti no DTM

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Grasser
Foto: Axel Weichert

Chefe da equipe TGI Team by GRT afirma que regulamento permite o uso do rolamento questionado e espera decisão do Tribunal de Apelação.

A desclassificação de Mirko Bortolotti da segunda corrida do DTM em Oschersleben continua sendo contestada pela TGI Team by GRT. O piloto italiano havia vencido a prova, mas perdeu o resultado após uma inspeção técnica identificar uma irregularidade no Lamborghini Temerario GT3.

A decisão foi tomada quase três semanas depois da corrida. Os comissários esportivos analisaram o caso durante a etapa de Nürburgring e concluíram que o carro não atendia ao artigo 5.1 do regulamento esportivo do DTM.

A equipe, porém, não concordou com a interpretação adotada e apresentou recurso. Enquanto o Tribunal de Apelação não analisa o caso, o resultado permanece provisório.

Inspeção encontrou divergência em rolamento

A investigação começou durante uma verificação técnica de rotina. Ao todo, quatro carros foram submetidos à análise após a corrida de Oschersleben.

No Lamborghini utilizado por Bortolotti, os responsáveis pela inspeção recolheram um rolamento de roda. Segundo os comissários, o componente não correspondia à homologação DTM-GT3 nem à peça de referência utilizada na comparação.

A constatação levou à desclassificação do piloto da TGI Team by GRT. Com a exclusão, o resultado da corrida foi modificado e os concorrentes que terminaram atrás avançaram nas posições.

A vitória passou para Maro Engel, enquanto Thomas Preining assumiu o segundo lugar e Marco Wittmann ficou com a terceira colocação. Contudo, a TGI Team by GRT decidiu contestar a decisão.

Grasser apresenta interpretação diferente

Gottfried Grasser, chefe da equipe, explicou a posição da TGI Team by GRT em declaração ao Motorsport-Total. Segundo ele, o artigo utilizado pelos comissários para justificar a desclassificação permite a comparação de componentes com peças originais dos fabricantes.

Para Grasser, essa regra faz parte dos procedimentos gerais de controle técnico do campeonato. O dirigente, contudo, entende que o dispositivo não deveria ser aplicado ao rolamento de roda utilizado no Lamborghini Temerario GT3.

A defesa da equipe se baseia também em outro trecho do regulamento. Grasser cita o artigo 2 e um esclarecimento técnico disponível na central de downloads do DTM.

De acordo com o chefe da equipe, o documento identificado como “Esclarecimento 04” determina que o rolamento de roda é um componente livre. A interpretação da TGI Team by GRT é que essa orientação continua válida.

Equipe questiona validade da desclassificação

A argumentação apresentada pela equipe parte do entendimento de que o esclarecimento não foi retirado dos documentos oficiais disponíveis para as equipes.

Por isso, Grasser afirma que a TGI Team by GRT considera que os rolamentos de roda permanecem livres dentro das regras do DTM. A equipe entende que essa condição entra em conflito com a interpretação adotada pelos comissários no caso de Bortolotti.

O dirigente também destacou que o documento citado não teria sido revogado ou removido da central de downloads. Dessa forma, a equipe decidiu recorrer da punição aplicada ao carro número 63.

A discussão agora será encaminhada ao Tribunal de Apelação. O órgão será responsável por analisar os argumentos apresentados e determinar se a desclassificação deve ser mantida ou revista.

Resultado de Oschersleben segue provisório

Até que o processo seja concluído, a classificação da segunda corrida de Oschersleben permanece provisória. A vitória de Bortolotti não foi restabelecida, mas o recurso apresentado pela TGI Team by GRT mantém aberta a possibilidade de uma nova decisão sobre o resultado.

O caso envolve especificamente a interpretação das regras relacionadas ao rolamento de roda. A equipe não contesta apenas o resultado da inspeção, mas principalmente a aplicação dos dispositivos utilizados para justificar a desclassificação.

Para Grasser, existe uma diferença entre a regra geral de controle técnico e a orientação específica contida no esclarecimento citado pela equipe.

A decisão final caberá ao Tribunal de Apelação. Até lá, Maro Engel permanece registrado como vencedor da corrida, com Thomas Preining em segundo e Marco Wittmann em terceiro.

Recurso pode alterar classificação da prova

A disputa jurídica acontece depois de uma vitória que havia sido conquistada na pista por Bortolotti. O piloto da TGI Team by GRT terminou a corrida na primeira posição antes que a inspeção técnica alterasse o resultado.

O procedimento faz parte do controle realizado após as competições. Neste caso, entretanto, a análise do componente levou a uma discussão sobre a interpretação das normas de homologação e dos documentos técnicos disponibilizados pelo DTM.

A TGI Team by GRT mantém sua posição de que o rolamento utilizado estava dentro das condições permitidas pelo regulamento. A equipe agora aguarda a análise do recurso.

Portanto, o resultado definitivo da corrida de Oschersleben ainda depende da decisão do Tribunal de Apelação. A classificação divulgada após a desclassificação continua válida apenas de forma provisória até o encerramento do processo.

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