Entre em contato conosco

Fórmula E

Fórmula E registra alta de 241% no impacto social e gera € 5,6 milhões em valor estimado

Publicado:

em

Fórmula E
Foto: Fórmula E

Relatório da temporada 2024/25 aponta mais de 86 mil pessoas alcançadas por iniciativas comunitárias, educacionais e de sustentabilidade, além de avanços nas metas ambientais do campeonato.

A Fórmula E registrou um crescimento de 241% no impacto social durante a temporada 2024/25, segundo o Relatório de Sustentabilidade divulgado em 21 de setembro de 2026, em Londres, no Reino Unido. O documento estima que as ações promovidas pelo campeonato geraram € 5,6 milhões em valor social nas cidades que receberam as corridas.

Ao longo da temporada, 86.007 pessoas foram alcançadas pelas iniciativas da categoria, mais do que o triplo do resultado registrado no período anterior. Para desenvolver as ações, a Fórmula E trabalhou com 960 parceiros comunitários locais em diferentes regiões do mundo.

O relatório também apresenta uma metodologia criada em parceria com a Deloitte para avaliar os resultados socioeconômicos das atividades. A estrutura estima um retorno social sobre o investimento, conhecido pela sigla SROI, de 2,7. O indicador faz parte do esforço para medir os efeitos das iniciativas além dos resultados esportivos.

Educação e sustentabilidade alcançam mais de 61 mil alunos

Uma das principais frentes foi o Driving Force, programa de educação em ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM), além de sustentabilidade. Desenvolvida em parceria com o PIF, a iniciativa alcançou 61.678 estudantes durante a temporada.

O projeto combinou materiais e planos de aula para professores com atividades presenciais. Ao todo, 1.288 alunos participaram de 15 oficinas práticas realizadas em escolas de Jeddah, Miami e Londres.

Os resultados também foram avaliados entre os participantes e educadores. Segundo o relatório, 77% dos alunos disseram compreender melhor como a tecnologia pode contribuir positivamente para o mundo. Além disso, dois terços afirmaram ter se sentido inspirados a buscar carreiras voltadas ao bem-estar das pessoas e do planeta.

Entre os professores entrevistados, 90% concordaram que o Driving Force torna o aprendizado de STEM mais acessível. Dessa forma, o programa conecta temas presentes no automobilismo elétrico a conteúdos educacionais e a possibilidades profissionais para as novas gerações.

A iniciativa integra uma estratégia que busca ampliar o alcance da Fórmula E nas comunidades anfitriãs. Em vez de concentrar suas atividades nos dias de corrida, o campeonato também desenvolve ações voltadas à educação e à formação de jovens.

Fundo Better Futures investe € 250 mil em projetos locais

Outra frente destacada foi o Fundo Better Futures, que destinou € 250 mil a iniciativas comunitárias durante a temporada 2024/25. O valor representou uma expansão de 150% em relação ao período anterior, conforme os dados divulgados pela categoria.

O fundo beneficiou 8.847 pessoas por meio de projetos desenvolvidos nas cidades que recebem as etapas. As iniciativas tiveram como foco necessidades locais e ações destinadas a ampliar oportunidades para comunidades em situação de vulnerabilidade.

Entre as prioridades estiveram o enfrentamento de desigualdades sistêmicas, a ampliação do acesso à educação e à saúde e o fortalecimento de grupos com menos recursos. O programa também apoiou projetos diretamente ligados às regiões próximas aos circuitos.

Entre os exemplos citados estão um ônibus de atendimento móvel relacionado às zonas de emissões ultrabaixas, conhecidas como ULEZ, em Londres, e iniciativas de apoio a refugiados no Aeroporto de Tempelhof, em Berlim.

O relatório apresenta essas ações como parte do objetivo de deixar benefícios duradouros nas cidades-sede. Assim, o investimento procura responder a demandas específicas das comunidades, para além da realização dos eventos esportivos.

Iniciativas ampliam oportunidades no automobilismo

O impacto social também envolveu o desenvolvimento de oportunidades profissionais ligadas à transição para uma economia de baixo carbono. De acordo com o documento, os eventos da Fórmula E apoiaram aproximadamente 680 funções em tempo integral equivalentes, identificadas pela sigla FTE, com foco em sustentabilidade.

A estimativa utiliza dados de referência da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O levantamento considera funções distribuídas pela cadeia de suprimentos e por atividades relacionadas à economia sustentável.

A categoria também manteve ações voltadas à participação feminina no esporte e nas áreas técnicas. Por meio do programa FIA Girls on Track, 1.272 participantes tiveram contato com possibilidades de carreira em STEM e no automobilismo.

Os dados indicam que 50% das participantes demonstraram maior interesse em carreiras no automobilismo após as atividades. Outros 38% relataram aumento do interesse pelas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática.

O programa foi complementado por uma sessão histórica de testes do campeonato realizada exclusivamente com mulheres. A iniciativa integra os esforços para ampliar o contato de jovens com as oportunidades profissionais disponíveis no esporte a motor.

Além disso, a Fórmula E abriu o paddock para moradores das cidades anfitriãs. As visitas aos bastidores receberam 3.503 participantes locais, incluindo grupos de jovens e pessoas de comunidades sub-representadas. A proposta foi aproximar esse público do ambiente das corridas e apresentar possibilidades de participação no setor.

Fórmula E reforça metas de redução de emissões

O relatório também destacou os resultados ambientais do campeonato. Pelo quarto ano consecutivo, a Fórmula E foi classificada como o esporte mais sustentável do mundo pelo Global Sustainability Benchmark in Sport (GSBS).

A categoria alcançou uma pontuação geral de 85%, acima da média de 57% registrada entre as organizações avaliadas. O levantamento comparou 78 organizações esportivas globais, e a Fórmula E obteve as melhores notas nas categorias ambiental e social.

Outro marco citado foi a certificação Net Zero Pathway, concedida pelo British Standards Institution (BSI) após uma auditoria independente. Segundo o relatório, a Fórmula E se tornou o primeiro esporte global a receber essa certificação.

A estrutura segue as normas ISO 14064 e as diretrizes internacionais de neutralidade de carbono IWA 42. O processo valida os dados de emissões do campeonato e suas metas de redução de longo prazo.

Entre os objetivos estabelecidos estão a diminuição de 50% nas emissões dos escopos 1 e 2 até 2030, além de uma redução de 27,5% no escopo 3 no mesmo período. Para 2050, a meta é alcançar uma redução total de 90% das emissões.

Julia Pallé, vice-presidente de sustentabilidade da Fórmula E, afirmou que a categoria procurou aplicar à avaliação social o mesmo rigor utilizado na medição de sua pegada de carbono.

“Alcançar mais de 86.000 pessoas e gerar uma contribuição de valor social estimada em € 5,6 milhões demonstra a diferença tangível que o esporte pode fazer nas comunidades anfitriãs.”

A executiva também destacou a parceria com a Deloitte para estabelecer uma metodologia baseada em evidências. O objetivo é medir os resultados humanos e sociais das ações realizadas durante o campeonato.

Com os dados da temporada 2024/25, a Fórmula E reúne indicadores sobre educação, inclusão, investimentos comunitários, oportunidades profissionais e desempenho ambiental. O relatório apresenta essas frentes como parte da estratégia para avaliar o impacto do campeonato nas cidades que recebem suas corridas e acompanhar o avanço de suas metas de sustentabilidade.

Compartilhe esta publicação
Clique para Comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.