Fórmula E
Equilíbrio, alternância no pódio e zebras marcam a temporada 2025/2026 da Fórmula E
Com nove vencedores diferentes em nove etapas iniciais, o campeonato elétrico vive uma das disputas mais abertas e imprevisíveis de sua história
A temporada 2025/2026 da Fórmula E vem se consolidando como um dos mundiais mais competitivos de todos os tempos. A disputa nas pistas apresentou uma sequência de alternâncias no topo da tabela, com triunfos garantidos por estratégias ousadas, estreias vitoriosas de equipes e recuperações impressionantes no grid.
Abertura com domínio e estreias históricas
Jake Dennis começou a trajetória do campeonato com o pé direito ao triunfar na etapa de abertura realizada no Brasil. O piloto britânico largou na pole position Julius Baer e manteve o ritmo consistente do início ao fim para garantir a vitória para a equipe Andretti.
Em seguida, o grid desembarcou para a disputa na Cidade do México. Nick Cassidy protagonizou uma das maiores escaladas do ano ao sair da 13ª posição de largada para cruzar a linha de chegada em primeiro lugar. O resultado deu à Citroën Racing seu primeiro triunfo em monopostos, conquistado logo na segunda corrida de sua trajetória na categoria.
Quebra de recordes e dobradinha em rodadas duplas
A ação seguiu no Autódromo Internacional de Miami, local onde Mitch Evans gravou seu nome na história. O piloto neozelandês da Jaguar TCS Racing alcançou a 15ª vitória na carreira, tornando-se o competidor com o maior número de triunfos acumulados na história da Fórmula E.
Na rodada seguinte em Jeddah, a Porsche mostrou força com a vitória dominadora de Pascal Wehrlein. No entanto, a segunda prova da etapa marcou o primeiro triunfo de António Félix da Costa defendendo as cores da Jaguar TCS Racing.
Estratégias no limite na Europa e retorno ao topo
O piloto português manteve o ritmo embalado e cravou o segundo triunfo consecutivo ao vencer no circuito de Jarama, em Madri. Logo depois, na etapa de Berlim, Nico Müller alcançou a vitória inaugural do ano utilizando uma pintura especial em homenagem à Porsche ‘Pink Pig’.
Na corrida de domingo em solo alemão, Mitch Evans voltou a brilhar com uma atuação estratégica exemplar. O neozelandês largou do 17º lugar e superou os adversários para terminar no topo do pódio. Enquanto isso, nas ruas de Mônaco, Nyck de Vries quebrou o jejum da Mahindra Racing e venceu pela primeira vez na era GEN3. No dia seguinte, Oliver Rowland impôs um ritmo forte para vencer no principado pelo segundo ano consecutivo.
Zebras históricas e rotatividade no pódio
Jake Dennis voltou a liderar a tabela ao dominar o dia de corridas em Sanya. O competidor cravou a pole position e garantiu a vitória de ponta a ponta , acumulando 28 pontos no evento e subindo para o quinto lugar na classificação geral.
A disputa seguiu para Shanghai, onde Pascal Wehrlein venceu a primeira prova a partir da pole position. Contudo, a segunda corrida chinesa reservou uma das maiores surpresas do automobilismo. Lucas di Grassi, que já havia anunciado seus planos de aposentadoria da categoria, largou do fundo do grid e venceu a prova após uma aposta arriscada no ajuste do carro. O feito deu à Lola Yamaha ABT a sua primeira vitória na Fórmula E.
Por fim, no ePrix de Tokyo, Dan Ticktum tornou-se o nono vencedor diferente em nove corridas ao triunfar pela CUPRA KIRO. A sequência de vencedores inéditos foi encerrada apenas na prova seguinte , quando Nyck de Vries voltou ao topo do pódio para garantir seu segundo triunfo do ano com a Mahindra Racing.
