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Em Laguna Seca, Alex Palou vence e lidera o campeonato

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Alex Palou comemora vitória em Laguna Seca. Foto/Reprodução: Chris Jones/ IndyCar

Laguna Seca é um dos circuitos mais tradicionais e desafiadores do calendário da IndyCar. O espanhol Alex Palou dominou o fim de semana, marcando a pole e vencendo a corrida após apostar em uma estratégia diferente -e arriscada.

Assim, o piloto da Chip Ganassi Racing voltou a liderar o campeonato. Agora, ele totaliza 285 pontos, contra 262 de Will Power, estabelecendo 23 pontos de vantagem. Uma diferença que ainda não garante uma boa vantagem, mas que permite uma certa folga para o piloto que começou a rodada no terceiro lugar do campeonato.

Alex Palou comemora vitória em Laguna Seca. Foto/Reprodução: Chris Jones/ IndyCar

Alex Palou comemora vitória em Laguna Seca. Foto/Reprodução: Chris Jones/ IndyCar

A corrida em Laguna Seca

A vantagem da pole position não durou muito. Assim que a bandeira verde foi agitada, Alex Palou perdeu a primeira posição para Kyle Kirkwood, que fez uma bela largada rumo a liderança da prova. O embate entre os pilotos durou algumas voltas, mas a briga pela vitória não seria contra essa Andretti.

Um dos pontos chaves da corrida foi a estratégia. Na primeira parada dos pilotos, que começou em meados da volta 36, a Arrow McLaren parecia estar na vantagem. Ao chamar Alexander Rossi para os boxes após o incidente com o novato Luca Ghiotto, que saiu da pista, bateu na barreira de pneus e causou a primeira bandeira amarela da prova.

Foto/Reprodução: Paul Hurley/ IndyCar

Foto/Reprodução: Paul Hurley/ IndyCar

Nesse momento, o piloto do #7 liderava a prova e comandou um pelotão para os boxes. Assim, Rossi levou a melhor em cima dos rivais e voltou primeiro para a pista. Todavia, 13 pilotos seguiram na pista durante a amarela, retardando a janela de parada, dentre eles, Alex Palou.

“Naquela época, duvidei um pouco (da estratégia)”, disse Palou. “Eu não sabia se meu rádio estava funcionando ou não. Mas estava tudo bem. Lamento não ter tido essa confiança, essa crença em sua ligação durante aqueles 10 ou 20 segundos, mas no geral foi um trabalho incrível para a equipe Ganassi.”

Palou retornou para a pista com os pneus duros, trocando para os macios apenas na volta 57, onde perdeu a liderança para Herta, mas voltou para a pista com um composto muito mais rápido. Rossi Herta, que brigavam contra o espanhol pela vitória, fizeram sua última parada na volta 67.

Alex Palou estendeu seu seu stint até a volta 70, seguindo o plano alternativo da equipe. O espanhol perdeu a liderança para Josef Newgarden, mas reconquistou a ponta com a parada do piloto da Penske na volta 75. Permanecendo no posto até o final.

Uma amarela chama a outra

As últimas 20 voltas foram caóticas. Uma interrupção por bandeira amarela poderia acabar com toda a estratégia desenvolvida pela Ganassi para o carro #10. Dessa forma, não apenas uma, mas quatro amarelas foram acionadas na reta final da prova.

A primeira interrupção veio momentos depois da parada de Newgarden, quando Marcus Armstrong e Christian Lundgaard tiveram um toque, com o kiwi levando a pior. O carro da Ganassi foi para a brita, tocou na barreira de proteção e retornou para a pista.

A demora da direção de prova presente em Laguna Seca, demorou para eleger a bandeira a amarela nessa situação, o que ajudou o vencedor da Indy 500 a chegar aos boxes. Momentos depois, Jack Harvey teve problemas mecânicos e o carro ficou na pista, essa interrupção foi mais curta.

A última veio após um incidente envolvendo Canapino, Simpson e Rahal. O argentino tocou no rookie da Ganassi, gerando um rasgo no pneu do piloto, que rodou e acabou atingindo Rahal. Essa foi uma interrupção mais demorada devido a gravidade do acidente.

Apesar do impacto não ter sido demasiadamente forte e ambos os pilotos saírem bem, o resgate foi mais demorado. Assim, com essa sequência de incidentes na pista, o líder da prova, Alex Palou, viu Colton Herta diminuir a vantagem. Inclusive, após a relargada na penúltima amarela, o espanhol relargou mal e quase perdeu a liderança.

“Foi uma corrida caótica.”, disse Palou. “Não fizemos um trabalho muito bom nas largadas e nas relargadas no início. A estratégia era um pouco arriscada para a posição em que estávamos, mas sabíamos que tínhamos ritmo e só precisávamos executar.”

Na última relargada da prova, Herta precisou se defender do ataque de Rossi, dando margem para Palou abrir vantagem e administrar as últimas voltas rumo a vitória. Assim, o pódio foi composto por Palou, Herta Rossi, respectivamente.

Laguna Seca marca o fim de uma era

Essa foi a última corrida dos atuais motores da IndyCar. Logo, na próxima etapa, que acontece no dia 7 de junho em Mid-Ohio, onde a nova era de motores entrará em ação com a estreia dos híbridos.

 

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