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Dakar

Dakar: Uma maratona de 48 horas no deserto para Moraes

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Moraes
Foto: Alen Milavec

A segunda etapa do Rally Dakar 2025, com seus desafiadores 971 quilômetros, testou os limites de pilotos e navegadores em um percurso de 48 horas no deserto Empty Quarter, na Arábia Saudita. A prova, marcada por capotamentos, batidas, incêndios e inúmeros atolamentos, exigiu o máximo de cada competidor.

Lucas Moraes, um dos principais nomes brasileiros da competição, enfrentou diversas dificuldades ao longo da etapa. Dois atolamentos e um pneu furado prejudicaram seu desempenho, mas o piloto conseguiu finalizar a especial em 12º lugar e ocupa a 8ª posição na classificação geral.

“Foi uma especial muito difícil, mesmo. Mas no final o saldo até que foi positivo para a gente. No primeiro dia, que foi a primeira parte das 48 horas, largamos em sétimo, de acordo com a estratégia da equipe. Conseguiu passar uns seis carros até que rapidamente, nos primeiros 250-280km. E por isso nós tivemos que abrir a prova, ou seja, a ser os primeiros a largar nas especiais. Andamos assim por mais de 100km. O problema é que quando você abre a prova não tem a trilha formada pelas marcas de pneus de outros carros e fica sem nenhuma referência no meio das dunas, o que é um risco muito, muito alto mesmo. Por isso, pra não se acidentar, você tem que diminuir muito a sua velocidade”, detalhou Lucas Moraes.

“Eu ainda cometi alguns erros, por que ainda estou aprendendo a andar no deserto, que é uma técnica muito específica, que não é possível aprender andando só no Brasil. Mas nesta segunda-feira a gente descontou uns 6 a 8 minutos dos ponteiros e conseguimos diminuir a diferença. Então, acho que nos saímos bem no cômputo geral. Estamos apenas no começo do Dakar e já parece que faz uma semana! Mas ainda tem muita coisa pela frente. É importante manter o foco e minimizar o cansaço, porque a parte mental é muito importante no Dakar”, completou.

Os atuais campeões, Carlos Sainz e Lucas Cruz, também enfrentaram problemas. O Ford Raptor da dupla capotou, causando danos significativos ao veículo. Apesar dos esforços para continuar na prova, a perda de tempo os afastou da disputa pela liderança.

A piloto espanhola Cristina Gutiérrez, que havia se destacado na primeira etapa, também enfrentou problemas mecânicos em seu Dacia SandRider, sendo obrigada a abandonar a disputa pela vitória.

A etapa foi marcada por diversas mudanças no roteiro devido às condições climáticas adversas, com fortes tempestades atingindo a região. A organização do Dakar foi obrigada a encurtar a terceira etapa para garantir a segurança dos competidores.

Apesar das dificuldades, os pilotos brasileiros demonstraram determinação e espírito de equipe. Marcos Moraes e Maykel Justo, estreantes na categoria Ultimate, finalizaram a etapa em 28º lugar, enquanto Marcelo Gastaldi e Adrien Metge enfrentaram problemas mecânicos e ocupam a 39ª posição.

Na categoria Challenger, o brasileiro Cadu Sachs, ao lado do português Gonçalo Guerreiro, ocupa a vice-liderança, demonstrando um excelente desempenho.

O Dakar continua sendo uma prova extremamente desafiadora, que exige dos competidores não apenas habilidade técnica, mas também grande resistência física e mental. As próximas etapas prometem ser ainda mais emocionantes, com os pilotos buscando superar os obstáculos e alcançar o pódio.

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