WEC
Da Costa destaca ritmo para brigar pelo pódio em Interlagos apesar de furos e punições no WEC
Equipe Alpine mostra evolução com o protótipo A424 nas 6 Horas de São Paulo, mas contratempos tiram carros da zona de pontuação.
A Alpine Endurance Team deixou as 6 Horas de São Paulo do Rolex com um sentimento misto de frustração e otimismo. A equipe francesa esteve na briga pelas primeiras colocações no Autódromo José Carlos Pace, mas encerrou a etapa do Campeonato Mundial de Endurance da FIA (FIA WEC) sem conquistar posições de destaque no grid.
Apesar do resultado, o piloto português António Félix da Costa fez questão de enfatizar o progresso do protótipo A424 na pista paulista. O piloto afirmou que havia “muitos pontos positivos a serem tirados do weekend” e destacou a competitividade exibida ao longo de toda a prova.
Destaque nos treinos e avanço inédito para a Hyperpole
O potencial do modelo francês apareceu logo nos treinos livres em Interlagos. O estreante na categoria, Victor Martins, colocou a Alpine no topo da tabela de tempos entre os 17 protótipos da classe Hypercar.
Na sessão de classificação, o jovem francês garantiu a terceira posição no grid de largada. Seu companheiro de equipe, Charles Milesi, conquistou a quinta colocação a apenas 0,127 segundo da pole position, assegurando a presença inédita dos dois carros da marca na Hyperpole no Brasil.
Contudo, os desafios surgiram logo no início da corrida. Frédéric Makowiecki assumiu o volante do carro #36 na largada, mas enfrentou um desgaste severo de pneus. A necessidade de antecipar a parada nos boxes foi agravada por uma punição de cinco segundos devido a uma infração processual e por um furo no pneu dianteiro esquerdo.
Aposta estratégica no carro #35 e duelos na pista
Enquanto Martins reassumiu o cockpit e cedeu a pilotagem para Jules Gounon nas duas horas finais, a tripulação precisou economizar combustível. A tática visava evitar um reabastecimento tardio, mas restringiu o trio ao 11º lugar.
Por outro lado, o protótipo #35 adotou uma tática diferente após Ferdinand Habsburg ceder seis posições na volta de abertura. A mudança na estratégia colocou o austríaco na liderança da prova, mantendo o ritmo com António Félix da Costa em um duelo contra Raffaele Marciello, eventual vencedor da etapa.
Milesi manteve o protótipo no pelotão de frente e chegou a ultrapassar Dries Vanthoor no tráfego dos carros LMGT3 a 45 minutos do fim. No entanto, um furo de pneu forçou um pit-stop não planejado, relegando o trio ao décimo lugar.
Aspas dos pilotos e avaliação da chefia
O austríaco Ferdinand Habsburg destacou a surpresa positiva com o rendimento do carro em relação ao ano anterior:
“A conclusão positiva foi que tínhamos ritmo para competir na frente durante toda a corrida. Nosso desempenho nas passagens foi, na verdade, uma grata surpresa em relação ao ano passado, e foi ótimo ver o progresso que tivemos. Fiquei desapontado com a minha largada, pois cometi alguns erros demais, mas depois que entrei no ar limpo, consegui extrair o máximo do carro. Pena que nossas esperanças foram encerradas pelo furo, pois gostaríamos de ver nossa estratégia rolar até a bandeira quadriculada.”
O português António Félix da Costa concordou com o companheiro e reforçou a capacidade de reação do time:
“Foi decepcionante devido ao nosso potencial, pois Tính tínhamos ritmo para lutar pelo pódio. Depois de um começo difícil, decidimos adotar uma abordagem estratégica diferente e foi uma aposta que poderia ter valido a pena. Nós só precisávamos de um pouco de sorte para ver isso, mas o furo acabou com nossas chances. No entanto, havia muitos aspectos positivos a serem retirados do fim de semana. Nossa capacidade de reagir em equipe e tomar decisões estratégicas foi encorajadora, e levaremos esses aprendizados adiante.”
Por sua vez, Charles Milesi mencionou os problemas mecânicos adicionais enfrentados ao longo da disputa:
“Foi uma corrida difícil e a sorte não estava do nosso lado no final. Também vivemos alguns problemas com os freios. Em certos pontos, mostrávamos potencial para brigar por um resultado forte, mas ainda nos faltava a consistência necessária para desafiar regularmente na frente. Continuaremos trabalhando duro e veremos o que o resto da temporada traz.”
O diretor esportivo Nicolas Lapierre e o chefe de equipe Philippe Sinault reiteraram que o ritmo demonstrado pelo modelo A424 é promissor para o restante do campeonato. A categoria retorna às pistas no Circuito das Américas, em Austin, entre os dias 4 e 6 de setembro.
