SportsCar Championship
Corvette Racing se prepara para o desafio no CTMP com pilotos confiantes e grandes expectativas
Alexander Sims e Robert Wickens compartilham suas visões e desafios para o Grande Prêmio da Chevrolet no Canadian Tire Motorsport Park
Os preparativos para o Grande Prêmio da Chevrolet deste fim de semana no Canadian Tire Motorsport Park (CTMP) seguem a todo vapor, e a Corvette Racing chega com ambições elevadas. Na última segunda-feira, os pilotos Alexander Sims e Robert Wickens conversaram com a imprensa para compartilhar suas expectativas e análises sobre a prova, que marca mais uma etapa do Campeonato IMSA WeatherTech SportsCar.
Sims, que correrá com o Corvette Z06 GT3.R número 3 pela equipe Corvette Racing by Pratt Miller Motorsports ao lado de Antonio Garcia, destacou a importância da prova, que marcará sua 50ª largada na IMSA. Apesar de não estar ciente desse marco antes da coletiva, o piloto britânico demonstrou entusiasmo ao retornar ao traçado canadense. “É uma das minhas pistas favoritas. Exige muita dedicação, tem curvas técnicas e de alta velocidade. É muito gratificante pilotar aqui”, disse. Ele e Garcia venceram a corrida no CTMP no ano passado, e a expectativa de repetir o feito é grande, embora Sims reconheça a força dos adversários. “Nada é garantido. Temos que estar no nosso melhor.”
Mesmo sem vitórias desde a etapa canadense de 2023, Sims não vê o jejum como sinal de queda de desempenho. “Lideramos o campeonato, tivemos pódios consistentes. Isso também constrói um campeonato. Claro que vitórias ajudam, mas o foco é não cometer erros e estar sempre competitivo.” Ele também comentou sobre a adaptação dos carros GT3 modernos ao CTMP. “Com o ABS, o carro fica mais controlável, especialmente nas curvas mais desafiadoras. Os GT3 hoje são divertidos de pilotar, especialmente em uma volta classificatória.”
Sims abordou ainda a complexidade das corridas multiclasses no circuito canadense, sobretudo com a presença dos protótipos LMP2. Segundo ele, as diferenças no comportamento dos carros nas curvas mais rápidas podem gerar situações críticas. “Frequentemente, perdemos downforce quando os LMP2 contornam por fora e fecham a linha. São desafios naturais da IMSA. O importante é ter um carro íntegro para o final da prova.”
Já para Robert Wickens, a etapa canadense tem um sabor especial. O piloto fará sua estreia no CTMP pela classe principal da IMSA com o Corvette número 36 da DXDT Racing, ao lado de Alec Udell. Além do fator competitivo, correr diante da torcida local tem um apelo emocional forte. “É a corrida em casa, marcada no calendário desde o início do ano. Venci aqui no TCR, então é uma pista especial. Agora, poder pilotar um Corvette nesta pista é algo que me deixa muito orgulhoso.”
Wickens vive uma temporada intensa, dividindo compromissos em diferentes categorias e celebrando, junto da esposa, a expectativa de gêmeos. “Tem sido um ano maluco, mas estou empolgado. Voltar a correr no evento principal, especialmente no Canadá, é uma emoção única. A última vez foi na IndyCar, em 2018.”
Ele também comentou sobre os desafios logísticos envolvendo as trocas de pilotos, um processo mais complexo devido à sua adaptação ao carro. “Tirar-me do carro é fácil. Me colocar é que exige coordenação. Estamos treinando para sermos mais rápidos. Cada segundo no pit stop faz diferença.”
Sobre a adaptação dos GT3 ao CTMP, Wickens destacou a fluidez da pista como um ponto positivo. “Esses carros se sentem melhor em curvas rápidas, e o CTMP é todo assim. Acredito que o Corvette vai se sair muito bem aqui.” Ele ainda comentou a expectativa de dividir a pista com os LMP2. “Vai ser meu primeiro fim de semana com eles. Sei o quanto têm mais downforce. Vai exigir atenção, mas é parte do aprendizado.”
A etapa promete ser intensa e cheia de emoção, com dois pilotos extremamente comprometidos e cientes dos desafios que terão pela frente. Para Sims, a missão é consolidar a liderança no campeonato. Para Wickens, é sobre realizar o sonho de correr com um Corvette em casa. Ambos carregam a esperança de um bom resultado, mas também o respeito por uma das pistas mais tradicionais da América do Norte.
