SportsCar Championship
A força nos bastidores: Josh Gibbs o aliado crucial de Robert Wickens na IMSA
Responsável por inserir e retirar o piloto do cockpit, Gibbs se tornou peça-chave para o sucesso de Wickens nas corridas do GTD
Enquanto Robert Wickens continua a impressionar no automobilismo internacional após retornar às pistas, uma figura nos bastidores tem sido essencial para garantir que tudo funcione com precisão cirúrgica: Josh Gibbs. O ex-jogador de futebol americano transformado em assistente de piloto tem desempenhado um papel vital no sucesso do canadense na categoria GTD do Campeonato IMSA WeatherTech SportsCar, especialmente agora com a DXDT Racing e o novo Corvette Z06 GT3.R nº36.
Natural de Guelph, Ontário, Wickens corre neste fim de semana no Canadian Tire Motorsport Park (CTMP), o único evento canadense do calendário. Para ele, trata-se de uma espécie de retorno às raízes, onde espera contar com o entusiasmo e a lealdade dos torcedores locais. “Há muita coisa para se animar, e estou apenas tentando abraçar uma corrida em casa”, comentou o piloto, que ainda guarda boas memórias da etapa da IndyCar em Toronto, em 2018, quando subiu ao pódio.
Com vasta experiência em CTMP e duas vitórias na classe TCR pela Bryan Herta Autosport, Wickens tem também o domínio técnico do circuito. Mas em um cenário de competição extrema, como o da GTD, um detalhe pode fazer toda a diferença – e é aí que entra Josh Gibbs. Ele é responsável por içar Wickens com segurança para dentro e fora do cockpit durante as trocas de pilotos, uma tarefa que exige força, coordenação, rapidez e, principalmente, precisão.
“Você está literalmente carregando um corpo humano ao redor do carro, dos pneus, dos mecânicos, com outros carros se movimentando nos boxes. É uma dança sincronizada que precisa ser perfeita”, explica Gibbs. Desde a estreia da dupla em Long Beach, ambos vêm treinando para reduzir os tempos de pit stop. Já conseguiram realizar a troca em menos de seis segundos e seguem buscando consistência em cada manobra.
Gibbs chegou à função após uma carreira no esporte universitário e depois de trabalhar em clínicas de reabilitação. Foi lá que conheceu Michael Johnson, piloto paraplégico a quem auxiliou durante anos, acumulando experiência com as complexidades dos controles manuais nos carros de corrida. Quando Johnson se aposentou, Wickens logo viu uma oportunidade: recrutou Gibbs para sua equipe.
“É incrível como Josh consegue me empurrar sem esforço para dentro do carro”, disse Wickens. Mas, como o próprio Gibbs destaca, o trabalho vai muito além da força: “É uma arte. Estou olhando para cada parte do corpo, para não machucar nada. É uma combinação de técnica e sensibilidade.”
Embora a participação de Wickens esteja limitada a provas de sprint, cada corrida tem sido uma oportunidade de evolução. Após um pit stop desastroso em Laguna Seca, atingidos por outro carro, a equipe redobrou os treinos. O objetivo é reduzir os tempos, garantir segurança e, sobretudo, manter a competitividade.
Com o crescimento contínuo e o apoio fundamental de Gibbs, Wickens não apenas desafia os limites impostos por seu acidente de 2018, mas redefine o que significa ser competitivo em alto nível – com uma verdadeira mão amiga ao seu lado.
