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Indy estreia nova geração de motores em Mid-Ohio
O GP de Mid-Ohio que acontece entre os dias 5 e 7 de julho, marca o começo de uma nova geração para os carros da IndyCar. Assim, a era híbrida finalmente chegará para a categoria mais popular de monopostos dos Estados Unidos.

Testes híbridos em Iowa. Foto/Reprodução: Matt Fraver/ IndyCar
Os planos iniciais da categoria eram que os motores fossem inseridos no início da temporada. Todavia, logo a Indy precisou recalcular a rota, dessa forma a estreia ficou para depois das 500 milhas de Indianápolis. Agora, a data está definida e os últimos testes foram realizados ao longo da última semana.
Até o momento, equipes e pilotos parecem aprovar os resultados alcançados pelo novo componente ao longo dos testes. É importante ressaltar que o motor híbrido da Indy não será igual aos utilizados pela Fórmula 1. Sendo assim, como será essa nova geração e por que essa mudança gera tantas expectativas?
Os motores híbridos da IndyCar
Os novos motores surgiram em uma parceria entre Chevrolet e Honda, atuais fornecedoras da categoria e da própria IndyCar. Logo, os novos componentes serão o atual V6 biturbo de 2.2 litros combinado com a impulsão elétrica.
O inovador sistema é composto por uma Unidade Motor Geradora (MGU) de baixa tensão (48V) e pelo Sistema de Armazenamento de Energia (ESS), composto por 20 ultracapacitores. Dessa forma, os dois estarão localizados no espaço entre o motor de combustão interna e a caixa de câmbio.

Os novos motores da Indy. Foto/Reprodução: IndyCar
Para a regeneração, o MGU acumula energia e amarzena no ESS, atuando no eixo da embreagem. Assim, a potência extra é distribuída através do mesmo motor-gerador, essa regeneração automática acontecerá através da frenagem ou posição do do acelerador, com a regeneração manual através de botões localizados no volante.
A distribuição da energia será feita de acordo com a demanda dos pilotos, que terão a disposição um botão, semelhante ao do push-to-pass. O sistema de ultrapassagens seguirá na categoria, porém as regras serão diferentes do que as da regeneração de energia.
De acordo com o comunicado da IndyCar para a imprensa: “embora estejam disponíveis para uso além do tradicional sistema push-to-pass da IndyCar em circuitos permanentes e de rua, os dois sistemas virão com regras diferentes. O push-to-pass ainda terá uma restrição na quantidade de tempo de uso e no tempo total de uso ao longo de uma corrida.”
Outra mudança nessa era híbrida são o peso dos chassis, que para balancear o peso adicional dos motores, sofreu uma redução, com a modificação de algumas peças, o carro deve perder cerca de 13kg.
“Esperamos que a tecnologia híbrida acrescente outra dimensão ao grande espetáculo das corridas e entretenha nossos grandes fãs das corridas”, comentou David Salters, presidente da Honda Racing Corporation USA.
