Fórmula E
Drugovich fecha estreia na Fórmula E com pódio, pole e 65 pontos
Brasileiro evoluiu ao longo da temporada, conquistou o primeiro pódio em Mônaco e a primeira pole em Xangai antes de terminar o campeonato em 14º lugar
Felipe Drugovich encerrou sua primeira temporada completa no Campeonato Mundial de Fórmula E com 65 pontos. O brasileiro terminou o campeonato na 14ª posição e teve como principais destaques um pódio e uma pole position.
A campanha de estreia foi marcada por uma evolução ao longo do calendário. Drugovich começou o ano sem pontuar nas seis primeiras corridas. Depois disso, passou a frequentar a zona de pontuação com maior regularidade.
O piloto disputou toda a temporada pela Andretti Formula E. Ao lado de Jake Dennis, teve a missão de se adaptar ao Porsche 99X Electric e às características da Fórmula E.
O desempenho mudou principalmente a partir de Berlim. Na segunda corrida da rodada alemã, Drugovich marcou seus primeiros pontos no campeonato. Pouco depois, conseguiu o primeiro pódio da carreira na categoria.
Um início de temporada sem pontos
A temporada começou em São Paulo, diante do público brasileiro. Drugovich largou na 17ª posição e recebeu a bandeirada em 12º. Apesar de não marcar pontos, o piloto conseguiu avançar cinco posições durante a corrida. O resultado mostrou uma primeira capacidade de recuperação em uma prova marcada pelas disputas do pelotão intermediário.
Na etapa seguinte, na Cidade do México, Drugovich novamente largou em 17º. Desta vez, terminou em 15º. A rodada dupla de Jeddah apresentou mais duas oportunidades. Na primeira corrida, o brasileiro terminou em 15º. Na segunda, recebeu a bandeirada em 12º.
O primeiro grande resultado em classificação apareceu em Miami. Drugovich colocou o carro da Andretti na segunda posição do grid. A largada na primeira fila, porém, não se transformou em um resultado equivalente. O brasileiro perdeu posições durante a corrida e terminou em 18º. O principal problema naquele momento estava relacionado ao ritmo de corrida e ao consumo de energia. A situação impediu que Drugovich mantivesse a posição conquistada na classificação.
Recuperação antes da metade do campeonato
Madrid encerrou a primeira parte mais complicada da temporada. Drugovich largou em 20º e terminou em 15º. Depois de seis corridas, o brasileiro ainda não havia somado pontos. A situação começou a mudar na rodada dupla de Berlim.
Na primeira corrida alemã, Drugovich largou em oitavo e terminou em 13º. No dia seguinte, voltou a apresentar um desempenho mais competitivo. O brasileiro largou em sétimo e terminou em nono. Dessa forma, conquistou seus primeiros dois pontos da temporada.
O resultado também marcou o início de uma sequência mais consistente. A partir daquele momento, Drugovich passou a transformar com maior frequência seu ritmo de classificação em resultados na corrida.
Mônaco marca o primeiro pódio
O melhor fim de semana de Drugovich até então aconteceu em Mônaco. Na primeira corrida nas ruas do principado, o brasileiro largou em décimo. Durante a prova, ganhou seis posições e terminou em quarto. O resultado garantiu 12 pontos e colocou Drugovich novamente entre os protagonistas do fim de semana.
Na segunda corrida, ele voltou a avançar para as primeiras posições durante a classificação. O piloto largou em quinto. A corrida terminou com Drugovich na segunda posição. O brasileiro conquistou, assim, seu primeiro pódio na Fórmula E.
O segundo lugar acrescentou mais 18 pontos à sua classificação. Somados aos 12 pontos da prova anterior, foram 30 pontos em um único fim de semana. Mônaco também representou uma mudança importante na trajetória do piloto dentro do campeonato. Depois de um início sem pontuação, Drugovich passou a disputar posições próximas ao pódio.
Sanya mantém o bom momento
A evolução continuou na etapa de Sanya, na China. Drugovich novamente apareceu na primeira fila durante a classificação. O piloto da Andretti terminou a sessão em segundo. Seu companheiro de equipe, Jake Dennis, ficou com a primeira posição.
A equipe ocupou, portanto, as duas primeiras posições do grid. Drugovich começou a corrida em uma situação competitiva pela segunda etapa consecutiva. Durante a prova, o brasileiro permaneceu no grupo da frente. Ao final, terminou em quinto e acrescentou dez pontos ao campeonato.
O resultado confirmou a presença de Drugovich entre os pilotos que disputavam as primeiras posições. Além disso, ampliou a sequência de provas com pontuação iniciada em Berlim.
Pole position em Xangai
A rodada dupla de Xangai trouxe outro dos principais momentos da temporada. Na primeira corrida, Drugovich largou em nono. O brasileiro conseguiu avançar durante a disputa e terminou em quarto. O resultado garantiu mais 12 pontos. No dia seguinte, veio o principal destaque individual da campanha.
Drugovich avançou novamente para a fase decisiva da classificação e conquistou sua primeira pole position na Fórmula E. O feito foi importante porque aconteceu depois de uma sequência de resultados competitivos. O brasileiro passou a primeira metade da temporada aprendendo as características da categoria e chegou à China disputando diretamente as primeiras posições.
Na corrida, entretanto, a situação foi diferente. As condições de pista e a dinâmica do pelotão exigiram uma abordagem distinta. Drugovich terminou em sexto. Foram oito pontos pelo resultado e mais três pela pole position. Com isso, Xangai acrescentou 11 pontos à classificação do brasileiro na segunda corrida do fim de semana.
Queda de rendimento nas etapas finais
Depois do bom momento vivido entre Berlim e Xangai, Drugovich encontrou mais dificuldades nas etapas finais. A rodada dupla de Tóquio começou com uma posição de largada distante das primeiras colocações. O brasileiro partiu em 19º na primeira corrida.
Durante a prova, conseguiu avançar para o 13º lugar. Contudo, não chegou à zona de pontuação. Na segunda corrida japonesa, Drugovich largou em 18º. O resultado final foi o 16º lugar. As posições de largada tiveram impacto direto no desempenho. Em circuitos urbanos, recuperar muitas posições exige consumo adicional de energia e envolve disputas constantes pelo espaço no pelotão.
A temporada terminou em Londres. Na primeira corrida da rodada final, Drugovich largou em 14º e terminou em 16º. No domingo, partiu em 15º e recebeu a bandeirada em 13º. Apesar de não terminar entre os dez primeiros, teve uma função estratégica importante para a Andretti.
Atuação em favor da equipe em Londres
A última corrida da temporada também envolveu a disputa de Jake Dennis pelo título mundial. A Andretti direcionou sua estratégia para ajudar o britânico na briga pelo campeonato. Drugovich teve participação direta nesse planejamento.
O brasileiro ativou o Attack Mode na volta 15. A estratégia permitiu que ele avançasse até a nona posição. A partir daquele momento, Drugovich ajudou a controlar os adversários próximos de Dennis. O objetivo era permitir que o companheiro de equipe economizasse energia para atacar o grupo da frente.
A estratégia teve impacto no resultado individual do brasileiro. Drugovich perdeu posições nos estágios finais e terminou em 13º. Mesmo assim, a atuação fez parte do esforço da Andretti na disputa pelo título de pilotos. Dennis chegou à parte final da corrida em condições de brigar pelo campeonato.
Os números da temporada de estreia
Drugovich terminou a temporada com 65 pontos. O brasileiro ficou na 14ª colocação do Campeonato Mundial de Pilotos. Ao longo das 17 corridas, ele conquistou seis resultados entre os dez primeiros. O melhor resultado foi o segundo lugar em Mônaco.
Além disso, Drugovich conquistou uma pole position. O feito aconteceu na segunda corrida de Xangai. O brasileiro também acumulou resultados de destaque em outras classificações. Ele largou em segundo em Miami, em segundo em Sanya e em posições próximas da frente em diferentes etapas da temporada.
O contraste entre classificação e corrida foi uma das características da campanha. Em alguns momentos, Drugovich mostrou velocidade para disputar as primeiras posições. Em outros, encontrou dificuldades para transformar o ritmo de uma volta em resultados no domingo.
A adaptação também aconteceu em relação à gestão de energia. A Fórmula E exige que os pilotos controlem o consumo durante a prova e escolham o momento adequado para atacar. Drugovich passou por esse processo durante sua primeira temporada completa. A evolução ficou mais evidente na metade final do calendário.
Comparação dentro da Andretti
Na classificação final, Jake Dennis terminou em segundo lugar no campeonato. O britânico somou 164 pontos. Drugovich, por sua vez, encerrou a temporada com 65 pontos. A diferença entre os dois pilotos foi de 99 pontos.
A Andretti terminou o Campeonato Mundial de Equipes na quarta posição. A estrutura somou 229 pontos durante a temporada. Drugovich foi responsável por 65 desses pontos. Dennis contribuiu com os outros 164. A equipe também terminou o ano com duas vitórias, sete pódios e três pole positions. O desempenho de Dennis foi fundamental para manter a Andretti na disputa pelo título até a última corrida.
Para Drugovich, a temporada representou a primeira campanha completa em um campeonato mundial de monopostos elétricos.
Uma temporada de evolução
O desempenho de Drugovich apresentou uma trajetória de crescimento ao longo do calendário. Nas seis primeiras corridas, o brasileiro não pontuou. O cenário mudou em Berlim, quando conquistou seus primeiros pontos.
Depois vieram os resultados mais expressivos. Em Mônaco, Drugovich conquistou seu primeiro pódio. Em Sanya, terminou em quinto após largar em segundo. Em Xangai, alcançou a primeira pole position da carreira na Fórmula E. Também terminou em quarto na primeira corrida da rodada chinesa.
Os resultados permitiram ao brasileiro subir na classificação depois de um começo complicado. Ele terminou o ano em 14º, com 65 pontos. A campanha também mostrou diferentes aspectos do processo de adaptação. Drugovich precisou lidar com a gestão de energia, as características dos circuitos urbanos e a dinâmica de corridas em pelotão. Além disso, teve contato direto com uma estrutura que disputou o título mundial até a última etapa. Ao lado de Dennis, o brasileiro encerrou seu primeiro ano completo na categoria.
Balanço da estreia
A temporada 2025/26 terminou com números importantes para Drugovich. Foram 17 corridas, 65 pontos, seis resultados entre os dez primeiros, um pódio e uma pole position. O segundo lugar em Mônaco foi o melhor resultado em corrida. A pole em Xangai representou seu principal resultado individual em classificação.
O brasileiro também mostrou capacidade de recuperação. Em São Paulo, ganhou cinco posições. Em Mônaco, avançou seis posições na primeira corrida. Na segunda metade do campeonato, os resultados passaram a aparecer com mais frequência. A evolução foi acompanhada por desempenhos competitivos em classificação e por posições no grupo da frente.
O encerramento em Londres trouxe uma situação diferente. Drugovich priorizou o trabalho coletivo da Andretti na disputa de Dennis pelo campeonato. Dessa forma, sua primeira temporada completa na Fórmula E terminou com uma combinação de aprendizado, evolução e resultados expressivos. O piloto encerrou o campeonato em 14º lugar e terminou o ano com uma base maior de experiência na categoria.
