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Como os garotos da Red Bull dominaram o caos da F3 em 2026

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Foto: Reprodução/Red Bull

Sobreviver à Fórmula 3 é um teste de fogo. Em uma categoria onde vinte e tantos garotos estão querendo provar que merecem uma vaga na F1, ter a marca da Red Bull no capacete traz peso duplo. Na última temporada, o trio da academia taurina, Ernesto Rivera, Mattia Colnaghi e Fionn McLaughlin, sentiu na pele o peso dessa pressão.

A campanha do time junior foi marcada por altos e baixos, mas deixou momentos em que os três pilotos conseguiram traduzir potencial em desempenho dentro da pista.

A recuperação de Rivera no Red Bull Ring

A temporada de Ernesto Rivera começou com um revés importante. Uma lesão o tirou da etapa de abertura na Austrália, forçando o mexicano de 17 anos a estrear apenas em Mônaco. A resposta ao tempo perdido veio poucas semanas depois, no Red Bull Ring, circuito de casa do seu programa de pilotos.

Na Sprint Race na Áustria, Rivera construiu sua vitória com inteligência técnica. Ele identificou a Curva 4 como o ponto ideal de ultrapassagem e estudou as linhas do líder durante várias voltas. Na volta 14, executou a manobra por fora na frenagem, assumiu a liderança e abriu vantagem suficiente para sair da zona de DRS. No domingo, partindo do 11º lugar na Feature Race, o mexicano completou o fim de semana escalando o pelotão até o 5º lugar.

O ponto de virada de McLaughlin em Silverstone

Enquanto Rivera se recuperava no campeonato, Fionn McLaughlin enfrentava dificuldades para encaixar bons resultados. O cenário mudou na etapa de Silverstone, onde o piloto irlandês encontrou o ritmo necessário para brigar na parte de cima da tabela.

Durante a Sprint Race, McLaughlin manteve um ritmo constante no pelotão principal, chegou a ocupar a 6ª colocação e cruzou a linha em 9º lugar, somando seus primeiros pontos no ano. Na Feature Race, largando em sexto, travou disputas diretas com os líderes logo no início da corrida, incluindo um duelo roda a roda com o próprio Rivera. A forte degradação dos pneus comprometeu seu resultado no final, mas a exibição na Inglaterra marcou seu momento mais competitivo no ano.

A sequência de regularidade de Colnaghi

A trajetória de Mattia Colnaghi tomou um rumo diferente ao longo do calendário. O piloto ítalo-argentino de 18 anos construiu sua pontuação com base na consistência, engatando uma sequência de quatro 4ºs lugares consecutivos a partir da Sprint Race na Bélgica.

Nesse período, Colnaghi e Rivera foram os únicos pilotos a pontuar em todas as corridas disputadas. O pódio esteve próximo em mais de uma ocasião, com destaque para a Sprint Race da Hungria, em que Colnaghi cruzou a linha de chegada apenas dois décimos de segundo atrás de Rivera. Embora o troféu não tenha vindo neste momento, a sequência acumulou pontos importantes para sua posição na tabela.

O triunfo de Rivera em Spa-Francorchamps

O desempenho mais sólido de Rivera no ano aconteceu na Feature Race de Spa-Francorchamps. Logo na primeira volta, o mexicano dividiu espaço com Colnaghi na subida da Eau Rouge, mantendo a posição e estabelecendo o ritmo forte que marcaria sua corrida.

Trabalhando o rendimento do carro nos trechos de alta velocidade, Rivera usou o vácuo e o DRS na reta Kemmel para realizar a ultrapassagem sobre o líder na 12ª volta. Assim como havia feito na Áustria, ele manteve um ritmo forte imediatamente após a manobra, abriu margem sobre os rivais e controlou o desgaste dos pneus até a bandeirada final para selar sua segunda vitória na temporada.

O balanço do campeonato em Madrid

A rodada tripla no circuito de Madrid encerrou o calendário da Fórmula 3 e definiu a posição final do trio da Red Bull na classificação geral.

Ernesto Rivera fechou o ano como o melhor colocado do programa, terminando em 7º lugar com 87 pontos e duas vitórias em Feature Races. Mattia Colnaghi encerrou sua campanha na 13ª posição, somando 54 pontos impulsionados por sua consistência. Fionn McLaughlin concluiu seu ano de estreia em 27º lugar, com 2 pontos, tendo a etapa de Silverstone como sua principal referência na temporada.

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