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Precisamos conversar sobre a Mclaren!

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De time relegado à décimo-quarto e décimo-quinto na primeira etapa no Bahrein, sem qualquer poder de combate com qualquer outra equipe e inclusive, podendo ser bem pior caso não ocorressem os abandonos durante a prova. Ao time que chegou ao pódio de forma bem convincente no último GP realizado na Emilia-Romagna.

Em pouco mais de um mês a Mclaren se tornou a “melhor do resto”, sendo ainda mais impressionante dizer que todo esse desempenho veio sem qualquer grande atualização do MCL36. Lando Norris, logo após o bom resultado (quarto e sexto lugares) na Austrália disse que o time estava confuso pois nada havia sido mudado no carro para apresentar tal desempenho.

Após a pré-temporada realizada na Espanha ter mostrado uma Mclaren muito rápida e competivida, o que se viu no primeiro GP foi uma diferença de mais de 1,5 segundos para os primeiros colocados em tempos de volta e, caso analisarmos o ritmo de corrida, a diferença era ainda maior.

Lando Norris no fim do pelotão no Bahrein

A primeiro momento, as análises apontavam um problema crítico de pressão aerodinâmica, que era fator determinante para um bom resultado para aquele circuito, além do fato do motor Mercedes não entregar tudo o que era esperado. No entanto, era de se prever que este problema não seria impactante para a próxima etapa na Jeddah, circuito sinuoso e muito veloz.

Foi o que, de fato, aconteceu. A Mclaren já tinha conseguido cortar meio segundo para as equipes do topo, mas ainda sim 1 segundo atrás. Já foi o suficiente para o time conseguir ser muito mais combativo e ser presença certa nas disputas de meio de pelotão.

Lando Norris e Daniel Ricciardo no GP de Jeddah

Lando Norris conseguiu um regular sétimo lugar garantindo os primeiros pontos do time. Riccardo, abandonou com problemas com seu carro.

Na Australia, o time de Woking já apareceu como líder do resto (levando apenas 0,8 segundos em ritmo de corrida da Ferrari de Leclerc). Seguro, rápido e o melhor de tudo, constante, a Mclaren conseguiu um excelente TOP 5 com Norris e o sexto lugar com Ricciardo, com ambos pouco incomodados durante toda a prova conseguindo subir na tabela de construtores para o quarto lugar.

O desempenho do time colocou em prova tudo o que o time aprendeu sobre o modelo nas mais diferentes condições, além claro do talento de Norris e a experiência de Ricciardo.

Em Ímola, um circuito caracterizado pela exigência de grande pressão aerodinâmica, foi a confirmação da ascensão do time. O terceiro lugar de Lando Norris mostrou a todos que a Mclaren está firme na disputa.

Em condições mistas, foi possível ver a rápida adaptação do carro papaya e também que a diferença para os outros times do meio do pelotão está bem segura.

Mclaren andou muito bem no circuito italiano

Segundo Craig Scarborough (canal @ScrabsTech), “um fato que se mostra é que o MCL36 é um pacote muito bem balanceado, apesar de não ser o mais rápido.”

Não apresentando os problemas de “Porpoising” que tormentam os demais times e que até agora não teve grandes mudanças no carro base, tirando apenas a ligeria mudança de pintura que todos os times estão fazendo para deixar o carro mais leve, a Mclaren se mostra como possível ameaça à RBR e Ferrari na continuidade do calendário.

 

 

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