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Fórmula 1

F1 de Dieta!

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Não é segredo para ninguém mas, nesta temporada, uma das maiores preocupações com os modelos de 2022 é seu peso. Com a nova regulamentação técnica, os carros deste ano são os mais pesados da história e, somente entre ano passado e este engordaram 43 kg!

No entanto, as equipes estão lutando como nunca para deixarem seus carros mais próximos do peso mínimo regulamentado pela FIA de 795kg (já considerando o ajuste solicitado pelas equipes ao peso original estipulado em 775kg), com RBR e Mercedes se destacando por estarem bem acima deste valor.

“Vamos ver se haverá outro aumento”, disse Marko em um encontro realizado em Março com equipes e pilotos em Barcelona. “Com exceção de um, todos estão lutando com esse problema”, reforçou.

RBR apresenta graves problemas de peso com seu modelo de 2022

Lembrando que cada grama de diferença entre um carro e outro, significam tempos de volta mais lentos, degradação de pneus mais severa, maior uso de combustível, entre outros. Por isso é tão vital ser o magrinho da turma no grid da F1.

Desta forma, os times tem que cada vez mais optar por medidas extremas para diminuição de peso.

Uma das mais populares, e mais fáceis também, formas de diminuir o peso dos carros é a retirada da pintura. Um grande exemplo disso é a Williams que, a cada nova etapa do campeonato parece perder um ou outro detalhe da sua original pintura azul-escuro.

Williams retira pintura para ficar mais leve

A Aston Martin, outro time a ter mudado sua pintura, afirma ter economizado cerca de 350 gramas removendo parte dos tons verdes que cobrem o monoposto. Já a McLaren retirou tinta laranja da caixa de ar para a primeira corrida do ano.

Então, por que os times simplesmente não tiram logo toda sua pintura, que pode chegar a um total de 6 kg, para deixar o carro mais leve enquanto buscam novas soluções mais eficientes? Duas respostas possíveis: A primeira e mais óbvia é pela identidade visual da equipe, uma vez que marcas pagam milhões para aparecerem em destaque em todas as imagens do time, visto a BWT na Aston Martin, e também pela identificação clara e rápida de seus torcedores. A outra seria algo mais complicado, o super-aquecimento.

Como o preto absorve mais calor, os times precisam também pensar em alternativas que consigam dissipar ou evitar que ocorra o super-aquecimento de todos os seus componentes, principalmente as unidades de potência em pistas que já são conhecidas por apresentarem tais problemas como na Austria, Hungria e Holanda, que se destacam pela forte temperatura e uso intensivo dos componentes.

Aston Martin em Miami sem pintura na asa dianteira

Já é possível notar, desde a etapa de Miami, que as equipes estão trazendo componentes mais leves ou outras soluções para economia de peso em seus modelos. As duas principais concorrentes ao título estão se mexendo também, sendo que a RBR antecipou um pacote de melhorias para Max que será aplicado no carro de Perez para Barcelona e a Ferrari virá de 2 a 3 kilos mais “magra” além de outros componentes para melhoria de performance já para a etapa deste fim-de-semana.

Resta então aguardarmos ao esperado GP de Barcelona onde a maioria dos times deverá trazer um vasto pacote de atualizações que, sem sombra de dúvidas, focará na diminuição do peso total de seus modelos aumentando assim a performance geral do carro.

 

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